Israel mata dois suspeitos pelo assassinato de estudantes israelenses

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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'Amer Abu Aisha e Marwan Qawame foram mortos em troca de tiros com as forças israelenses', segundo porta-voz do Exército

Tropas israelenses anunciaram nesta terça-feira (23) que mataram os dois principais suspeitos de sequestrar e assassinar três estudantes no dia 12 de junho na Cisjordânia. O crime antecedeu a escalada do conflito na Faixa de Gaza.

Junho: Israel encontra corpos que seriam de jovens sequestrados

AP
Os israelenses Eyal Yifrah, 19, Gilad Shaar, 16, e Naftali Fraenkel, 16, com cidadania dupla israelense-americano, foram achados mortos após desaparecerem em junho


Cenário: Sequestro de adolescentes israelenses aumenta tensão com palestinos

"Durante a noite, Amer Abu Aisha e Marwan Qawame – assassinos de Eyal, Gilad e Naftali – foram mortos numa troca de tiros com as forças de Israel", disse o porta-voz do Exército Peter Lerner, por meio de sua conta no Twitter.

As mortes dos dois suspeitos ocorreram em uma operação realizada durante a noite nos arredores da cidade de Hebron, da qual participaram efetivos do Exército e do serviço secreto.

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O homicídio dos três jovens israelenses criou um clima de tensão extremo que precedeu a ofensiva lançada no dia 8 de julho por Israel contra o grupo extremista Hamas na Faixa de Gaza, que deixou cerca de 2,2 mil palestinos e 73 israelenses mortos.

O caso

Desaparecidos desde que saíram para uma caminhada em 12 de junho, os corpos dos três adolescentes foram descobertos em 30 de junho. Israel culpou o Hamas por suas mortes, mas o grupo islâmico palestino nem confirmou nem negou a alegação.

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Eyal Yifrach, 19, Gilad Shaar, 16, e Naftali Frenkel, 16 (que tem cidadania israelo-americana) desapareceram após pedir carona ao deixar uma escola religiosa no assentamento israelense de Gush Etzion. Apesar dos riscos, pedidos de carona são comuns entre israelenses para entrar ou sair dos assentamentos na Cisjordânia.

Duas semanas depois, autoridades de segurança anunciaram a descoberta dos corpos. Ação aconteceu depois da formação de um governo de unidade palestino após o colapso das negociações de paz patrocinadas pelos EUA. 

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Segundo um oficial dos EUA envolvido com a investigação, "houve dez tiros com arma de fogo", disse à Reuters em condição de anonimato. O grupo viajava de carona de seu Yeshiva (ou seminário religioso) quando desapareceu.

*Com Reuters, AP e Agência Brasil

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