Estado Islâmico divulga segundo vídeo de jornalista britânico sequestrado

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Jornalista foi sequestrado duas vezes em 2012; novas imagens seguem o padrão das primeiras, com John Cantlie no cativeiro

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Foi divulgado nesta terça-feira (23) um segundo vídeo do jornalista britânico John Cantlie, que vem sendo mantido refém por militantes do grupo que se autodeclara Estado Islâmico.

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O novo vídeo surge menos de uma semana depois do primeiro. O jornalista foi sequestrado duas vezes em 2012. Na primeira, conseguiu escapar do cativeiro, mas depois voltou às mãos do Estado Islâmico.

Em sua aparição mais recente, Cantlie critica Estados Unidos e aliados, que lançaram na madrugada os primeiros ataques aéreos ao Estado Islâmico na Síria. O Estado Islâmico matou três reféns e vem ameaçando assassinar o voluntário do programa britânico de ajuda humanitária na Síria Alan Henning.

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Na segunda-feira, Estados Unidos e diversos aliados árabes lançaram uma ofensiva aérea contra os militantes na Síria.

Jornalista e fotógrafo experiente, Cantlie foi feito refém na Síria pela segunda vez. Ele havia sido sequestrado em julho de 2012, quando ficou amarrado e vendado por uma semana. Ele conseguiu escapar com ajuda do Exército Livre da Síria.

Arquivo pessoal
Cantlie reclamou da ação militar tardia dos Estados Unidos na Síria

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O jornalista voltou ao país no fim de 2012 e durante esta viagem acabou sequestrado novamente. O novo vídeo, que dura em torno de seis minutos, segue o padrão do primeiro, mostrando o jornalista em cativeiro.

Vestido com uma veste da cor laranja, assim como outros reféns do Estado Islâmico, Cantlie afirma que o Ocidente "dormiu no ponto e foi pego de surpresa pelo rápido avanço do Estado Islâmico", e, embora ações tenham sido postas em prática agora, "a força e o zelo dos combatentes do grupo" foram subestimados.

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"Desde o Vietnã não testemunhávamos tamanho potencial para um problema (maior)", disse ele no vídeo.

O Estado Islâmico tomou o controle de enormes áreas da Síria e do Iraque, impondo uma versão mais rigorosa do Islã e declarando um califado.

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