Segundo grupo que monitora conflito sírio, ataques atingiram também a Frente al-Nusra, ramo sírio da al-Qaeda, em Aleppo

Os ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico mataram ao menos 70 de seus militantes nesta terça-feira (23) no norte e leste da Síria, disse um grupo que monitora a violência na guerra civil síria.

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Fumaça após confrontos entre as forças de segurança iraquianas e militantes do Estado Islâmico nas montanhas Hamrin, na província de Diyala (20/09)
Reuters
Fumaça após confrontos entre as forças de segurança iraquianas e militantes do Estado Islâmico nas montanhas Hamrin, na província de Diyala (20/09)


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Rami Abdulrahman, que administra o Observatório Sírio para OS Direitos Humanos, disse que o número de mortos deve provavelmente ser muito maior. "A informação é que os números são maiores do que isso", disse ele à Reuters por telefone.

Ele se referiu às vítimas nas províncias de Raqqa, Deir al-Zor e Hasakah, no norte e leste da Síria. Abdulrahman afirmou que o número total de mortos e feridos era de ao menos 300.

Outros terroristas

Segundo Rahman, bombardeios atingiram a Frente al-Nusra, o ramo sírio da al-Qaeda, mortos em um ataque com mísseis contra uma das suas bases em Aleppo, no norte do país.

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Há também civis entre os mortos, inclusive duas crianças e uma mulher, vítimas de um bombardeio da coligação internacional contra a região de Kafr Darian, na fronteira das províncias sírias de Aleppo e de Idleb.

Os EUA anunciaram na noite de segunda (22) o início da ofensiva internacional contra o Estado Islâmico na Síria, sem mencionar a Frente al-Nusra, mas nesta terça, por meio de comunicado, o Pentágono admitiu ter atacado também bases de um grupo ligado à Frente al-Nusra a oeste de Aleppo.

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O texto informa que aviões norte-americanos atacaram um refúgio do grupo Khorassan esperando ter "impedido a preparação de ataques contra interesses ocidentais” por parte de um grupo formado por "aguerridos veteranos" da al-Qaeda que encontrou refúgio na Síria, "onde pode preparar tranquilamente ataques ou atentados, construir e testar engenhos explosivos e recrutar ocidentais para lançarem esses ataques".

"No total, oito ataques visaram campos de treino, uma instalação de produção de explosivos e munições, um edifício de comunicações e instalações de comando", informou o Pentágono no comunicado.

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Abdel Rahman afirmou que, além das posições da Frente al-Nusra, aviões internacionais alcançaram as bases do Estado Islâmico nas províncias de Raqqa, Deir al Zur, Al Hasaka e Alepo.

O observatório, que recolhe informação com uma rede de militantes da oposição e socorristas no terreno, afirmou, por outro lado, desconhecer que combatentes do Estado Islâmico tenham sido mortos ou feridos nos ataques. Segundo a organização, a coligação lançou mais de 50 ataques nas últimas horas.

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O porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano, o contra-almirante John Kirby, anunciou na segunda-feira que os Estados Unidos e "nações aliadas" iniciaram a ofensiva contra o Estado Islâmico com uma combinação de caças-bombardeiros e mísseis Tomahawk a partir de navios no Mar Vermelho e no Golfo Pérsico.

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Fontes oficiais disseram que cinco estados árabes estão envolvidos na ofensiva: Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Qatar. O governo sírio afirmou hoje que apoia e está preparado para colaborar com “qualquer esforço internacional” contra os grupos jihadistas, desde que a soberania nacional e as resoluções internacionais sejam respeitadas.

*Com Reuters e Agência Brasil

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