Segundo agência de notícias russa, o presidente cogita plano para combater o grupo sunita no âmbito da lei internacional

Reuters

O presidente russo, Vladimir Putin, discutiu com seu Conselho de Segurança nesta segunda-feira (22) uma potencial cooperação com outros países na luta contra o grupo Estado Islâmico, disse um porta-voz do Kremlin, segundo agências de notícias russas.

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O presidente russo Vladimir Putin mostra globo terrestre durante encontro com os participantes de um fórum educacional de jovens na Rússia (29/08)
AP
O presidente russo Vladimir Putin mostra globo terrestre durante encontro com os participantes de um fórum educacional de jovens na Rússia (29/08)


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"Os membros permanentes do Conselho de Segurança trocaram opiniões sobre as possíveis formas de cooperação com outros parceiros sobre um plano para combater o Estado Islâmico no âmbito da lei internacional", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, segundo a agência Interfax. Ele não mencionou quem seriam os parceiros.

Ainda nesta segunda, Putin afirmou que planeja participar da reunião do G20 na cidade australiana de Brisbane, informou a agência de notícias Interfax, apesar de pedidos para que os anfitriões o impedissem de participar devido ao papel da Rússia na crise da Ucrânia.

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"O presidente continua a se preparar para a próxima reunião do G20 na Austrália", disse o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov segundo a agência.

EUA

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse sexta-feira (19) que o Irã possui um papel a desempenhar no esforço global para lidar com o grupo extremista Estado Islâmico, que tomou faixas do território da Síria e Iraque nos últimos meses.

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"A coalizão necessária para eliminar o ISIL (Estado Islâmico) não é apenas, ou mesmo primariamente, de natureza militar", disse Kerry durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o Iraque, realizada na sede da ONU, em Nova York.

"Isso deve ser abrangente e incluir colaborações próximas por múltiplas linhas de ação. Há um papel para quase todo país do mundo desempenhar, incluindo o Irã", completou.

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Em entrevista concedida dias antes da Assembleia Geral, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, criticou com veemência as decapitações promovidas pelos rebeldes do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, na quarta-feira (17).

As declarações vieram dois dias depois de o líder supremo da nação persa, Ali Khamenei, ter afirmado que rejeitou proposta norte-americana para fazer parte da coalizão cujo objetivo é aniquilar o os extremistas.

No mesmo dia, os EUA descartaram qualquer coordenação militar com o Irã para a guerra no Iraque. A declaração foi feita pelo porta-voz de Kerry Jen Psaki.

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