Homem que invadiu Casa Branca tinha 800 cartuchos de arma no carro, diz promotor

Por Reuters | - Atualizada às

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Além da pesada munição, Omar Gonzalez teve dois machados e um facão encontrados em seu carro pelo Serviço Secreto

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O homem que pulou as grades e entrou na Casa Branca na sexta-feira (22) à noite tinha mais de 800 cartuchos de arma no carro e chegou a ser preso em julho com um rifle e um mapa de uma mansão executiva, disse o promotor federal David Mudd, nesta segunda-feira (22). O caso tem levantado uma série de questionamentos a respeito da qualidade da atuação do Serviço Secreto norte-americano na proteção do presidente, Barack Obama.

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Membros do Serviço Secreto vigiam entrada do Pórtico Norte da Casa Branca, em Washington

Omar Gonzalez, 42 anos, também já fora detido em agosto por ter andado portando um machado pela área da Casa Branca, onde vive o chefe do Executivo dos EUA, mas acabou não sendo detido, completou o promotor a um juiz federal.

As interações anteriores de Gonzalez com o Serviço Secreto dos EUA fazem parte de uma revisão interna em curso sobre como a agência não conseguiu impedi-lo de entrar na no local e se há necessidade de mais segurança, disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

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Questionado nesta segunda se tem confiança na agência, o presidente Barack Obama disse: "O Serviço Secreto faz um ótimo trabalho e sou grato pelos sacrifícios que fazem em meu nome e em nome da minha família".

Gonzalez enfrenta acusações por entrar ilegalmente em um prédio ou terreno restrito portando "uma arma letal ou perigosa" e, se condenado, pode pegar até 10 anos de prisão. Ele consentiu no pedido de se realizar uma busca em seu carro depois da prisão e os policiais encontraram, além dos mais de 800 cartuchos de munição, dois machados e um facão.

Mudd disse que a "preocupação (de Gonzalez) com a Casa Branca e o acúmulo de grandes quantidades de munição em aparente curto período de tempo o tornam um perigo para o presidente", ao argumentar que ele não deve ser liberado sob fiança.

Embora Obama e sua família não estivessem na Casa Branca no momento da invasão, o incidente abalou a confiança de alguns sobre a proteção feita pelo Serviço Secreto. Já abalada por uma série de outros lapsos recentes de segurança, a agência está considerando maneiras de expandir a zona de segurança ao redor da residência presidencial para evitar que turistas e o público em geral cheguem muito perto, segundo um porta-voz.

Uma das medidas possíveis inclui o bloqueio de calçadas ao redor da Casa Branca ou a aplicação de revistas em turistas antes de permitir sua passagem pelos caminhos adjacentes ao edifício. Adicionalmente, os visitantes do complexo, que são revistados nas entradas, poderiam ser revistados alguns quarteirões antes, segundo afirmaram os jornais New York Times e Washington Post.

Representantes do Serviço Secreto não responderam a um pedido de comentário sobre o assunto, mas a agência, que aumentou a segurança na Casa Branca após o incidente da última sexta, disse anteriormente que estava revisando sua resposta.

Na ocasião, pouco depois de Obama e suas filhas terem partido para a residência de Camp David, Gonzalez teria escalado a cerca da Casa Branca e conseguido passar para o gramado, adentrando à residência pelas portas ao norte.

Depois de ter sido detido, Gonzalez, um sargento aposentado do Exército que serviu no Iraque, disse a um agente do Serviço Secreto que "estava preocupado que a atmosfera estava entrando em colapso e precisava dar a informação ao presidente dos Estados Unidos para que ele pudesse passá-las ao povo", segundo promotores.

Embora episódios com pessoas pulando a cerca da Casa Branca sejam relativamente comuns, o incidente da última sexta foi particularmente preocupante pois o intruso conseguiu de fato entrar no edifício. Críticos disseram estar chocados com a falha de segurança, dizendo que isso pode dar confiança a agressores ainda mais agressivos.

No mês passado, por exemplo, uma criança conseguiu passar por entre as grades da Casa Branca.

O Serviço Secreto também foi criticado após um escândalo de prostituição em 2012 e uma falha de 2009 envolvendo um casal não convidado a um jantar de Estado da Casa Branca, embora um relatório do Departamento de Segurança Nacional não tenha responsabilizado a agência por conduta inadequada.

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