Estado Islâmico pede para seguidores atacarem cidadãos dos EUA e França

Por Reuters |

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Na internet, o porta-voz do grupo, Abu Muhammad al-Adnani, diz países que formaram coalizão se tornaram alvos da milícia

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O Estado Islâmico pediu nesta segunda-feira (22) a seus seguidores que ataquem cidadãos dos Estados Unidos, da França e de outros países que se juntarem para formar uma coalizão para destruir o grupo militante.

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Curdos sírios atravessam para a Turquia na fronteira turco-síria perto da cidade do sudeste de Suruc, na província de Sanliurfa (20/09)


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O porta-voz do Estado Islâmico, Abu Muhammad al-Adnani, também provocou o presidente dos EUA, Barack Obama, e outros "cruzados" ocidentais em um comunicado divulgado pelo website de monitoramento SITE, dizendo que suas forças enfrentariam uma derrota inevitável perante o poderio dos militantes.

Os EUA estão formando uma coalizão internacional para combater o grupo radical sunita, o qual tomou grandes faixas de território no Iraque e na Síria e proclamou um califado no coração do Oriente Médio.

Aviões de guerra dos EUA e França bombardearam alvos do Estado Islâmico no Iraque, e, no domingo, os Estados Unidos disseram que outros países haviam indicado disposição para se unirem aos esforços, caso a coalizão prossiga contra alvos na Síria também.

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Adnani disse que a intervenção militar pela coalizão liderada pelos EUA seria a "campanha final dos cruzados", de acordo com a transcrição publicada pelo SITE.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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"Ela será rompida e derrotada, assim como todas as suas campanhas anteriores foram rompidas e derrotadas", disse ele, pedindo que seus seguidores atacassem norte-americanos, canadenses, australianos e cidadãos de outras nacionalidades.

Obama autorizou ataques aéreos na Síria para evitar que combatentes do Estado Islâmico buscassem abrigo no país. Washington também comprometeu 500 milhões de dólares para armar e treinar rebeldes sírios, e enviou 1.600 soldados norte-americanos de volta ao Iraque para combater o grupo.

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Em seu pronunciamento, Adnani zombou de líderes ocidentais por estarem aprofundando o engajamento militar na região, e disse que Obama estava repetindo os erros de seu antecessor, George W. Bush.

"Se você combatê-lo (o Estado Islâmico), ele se torna mais forte e resistente. Se você deixá-lo quieto, ele cresce e se expande. Se Obama prometeu a você derrotar o Estado Islâmico, então Bush também mentiu antes dele", disse Adnani, segundo a transcrição.

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Dirigindo-se diretamente a Obama, o porta-voz acrescentou: "Mula dos judeus, você disse hoje que a América não seria atraída novamente para uma guerra em solo. Não, ela será atraída e arrastada novamente. Isso acontecerá no solo e levará à sua morte e destruição."

Obama, que passou grande parte de seu mandato tirando os EUA do Iraque após uma custosa ocupação desde 2003, está cauteloso sobre afirmações de que está sendo arrastado para outra longa campanha que colocará vidas de soldados em risco.

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Embora Obama tenha descartado uma missão de combate, representantes militares dizem que a realidade de uma campanha ampla no Iraque, e possivelmente na Síria, pode exigir um uso maior de tropas norte-americanas.

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