Curdos dizem ter interrompido avanço do Estado Islâmico contra cidade síria

Por iG São Paulo |

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Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, militantes do grupo não tiveram avanço significativo nas últimas 24 horas

Combatentes curdos sírios conseguiram deter o avanço de rebeldes do Estado Islâmico ao leste de uma cidade perto da fronteira da Turquia, disse um porta-voz de um grupo armado curdo nesta segunda-feira (22).

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Reuters
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"Duros confrontos ainda estão em andamento, mas o avanço do Estado Islâmico ao leste de Kobani foi interrompido desde a noite passada", disse Redur Xelil, porta-voz do principal grupo armado curdo, o YPG, via Skype.

Segundo ele, a frente oriental foi palco da mais dura batalha na ofensiva lançada pelo Estado Islâmico na terça-feira passada sobre Kobani, conhecida em árabe como Ayn al-Arab.

Mais de 100 mil curdos sírios, motivados por medo do Estado Islâmico, fugiram por conta do avanço do grupo extremista, e dezenas de milhares cruzaram a fronteira para dentro da vizinha Turquia.

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O Observatório Sírio de Direitos Humanos, que monitora a violência na guerra síria, disse que combatentes do Estado Islâmico não tiveram avanço significativo nas últimas 24 horas.

A ofensiva é a segunda tentativa do Estado Islâmico de tomar Kobani desde junho, quando o grupo lançou uma ofensiva relâmpago no Iraque, tomando a cidade de Mossul e se apoderando de armamentos iraquianos, incluindo equipamentos fabricados nos EUA, os quais os curdos sírios dizem estar sendo utilizados contra eles agora.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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O ataque anterior contra Kobani, em julho, foi repelido com a ajuda de curdos que cruzaram a fronteira, vindos da Turquia. Xelil disse que centenas haviam vindo do país vizinho novamente para ajudar a combater a atual ofensiva.

"Não houve reforços além de alguns jovens curdos da Turquia", disse ele.

Os EUA lançaram ataques aéreos contra o Estado Islâmico no Iraque e disseram que não hesitarão em atacar novamente o grupo na Síria, mas quer que seus aliados também entrem nessa campanha.

Síria-Turquia

A Organização das Nações Unidas informou no domingo que o número de curdos sírios que havia ido para a Turquia pode ter superado 100 mil, e deve ficar ainda maior. De acordo com dados do governo turco divulgados nesta segunda, mais de 130 mil curdos sírios entraram no país.

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"Ainda há confrontos no oeste e no sul de Kobani, mas não da mesma intensidade do que no leste", disse Xelil.

No domingo, o Acnur havia divulgado que 70 mil curdos sírios fugiram para a Turquia tentando escapar do EI. A Turquia abriu na sexta-feira (19) as suas fronteiras aos refugiados sírios que, no dia anterior, começaram a abandonar a localidade de Ain Al Arab, cercada pelos combatentes do grupo extremista sunita.

Ain Al Arab, a terceira maior cidade curda da Síria, tinha sido relativamente poupada pelo conflito e chegou a servir de abrigo a cerca de 200 mil sírios deslocados, segundo a ONU.

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Entretanto, o recente aumento da atividade dos jihadistas do EI na região e o cerco que fizeram à cidade levou muitas pessoas a fugirem, principalmente curdos.

*Com Agência Brasil e Reuters

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