Sírios filiados à Al Qaeda matam soldado libanês que era mantido em cativeiro

Por Reuters | - Atualizada às

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Frente Al-Nusra acusa Exército do Líbano de trabalhar com o Hezbollah, apoiador do presidente sírio, que quer derrubar

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A Frente Al-Nusra, afiliada da Al Qaeda na Síria, matou um dos soldados libaneses que era mantido em cativeiro, segundo fontes de segurança libanesas e uma declaração no Twitter, divulgada nesta sexta-feira (19).

Veja quais são os principais grupos terroristas da atualidade:

Boko Haram: radicais islâmicos têm atacado a Nigéria com atentados, assassinatos e sequestros para derrubar o governo e criar Estado islâmico. Foto: APBoko Haram: traduzido, nome que designa o grupo significa 'a educação ocidental é pecado'. Há temores de que estejam ligados a grupos como a Al-Qaeda. Foto: APFrente al-Nusra: a Frente de Suporte para o Povo da Síria, em tradução livre, é uma milícia islâmica criada em 2012 que atua na guerra síria. Foto: Reprodução/YoutubeFrente al-Nusra: a milícia, descrita pelos próprios rebeldes como bem estruturada, luta contra o presidente sírio, Bashar al-Assad. Foto: Wikimedia CommonsEstado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL): grupo jihadista visa a formar emirado islâmico  em territórios no Iraque e na Síria. Foto: APEstado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL): os militantes foram considerados verdadeiras ameaças regionais pelos EUA após tomarem Mosul. Foto: APAl-Shabab: grupo somali tem ligações com a Al-Qaeda e promove ataques contra o Quênia desde 2011 em resposta ao envio de tropas do país à Somália. Foto: APAl-Shabab: grupo, cujo nome significa 'A Juventude', apareceu como ala radical da extinta União das Cortes Islâmicas da Somália em 2006. Foto: ReutersEmirado do Cáucaso: os rebeldes reivindicam a criação de um Estado islâmico independente na região russa que inclui a Chechênia. Foto: Reprodução/YoutubeAl-Qaeda na Península Arábica: braço do grupo terrorista no Iêmen querem, entre outros objetivos, atacar ocidentais e derrubar a família real saudita, aliada dos EUA. Foto: Reprodução/YoutubeTaleban: grupo integra o movimento islâmico nacionalista no Paquistão e Afeganistão e visa a expulsar invasores dos EUA e da Otan. Foto: APAl-Qaeda no Magreb Islâmico: com essa nomenclatura desde 2007, grupo atua na Argélia e em parceria com terroristas de países vizinhos. Ocidentais são alvos. Foto: Reprodução/YoutubeAl-Qaeda: rede criada por Osama bin Laden nos anos 1980 objetiva acabar com a influência ocidental em países muçulmanos. Foto: Reprodução/Youtube

Os militantes sunitas e outros rebeldes na Síria acusam regularmente o Exército libanês de trabalhar com o Hezbollah, o movimento xiita libanês que enviou combatentes para ajudar as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, que a Al-Nusra tenta derrubar.

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Dois soldados libaneses também foram mortos por uma bomba nesta sexta-feira perto da cidade fronteiriça de Arsal, disseram fontes de segurança. Foi o primeiro ataque do tipo desde que militantes islâmicos sírios fizeram uma incursão à região no mês passado, o mais grave avanço até o momento da guerra civil síria até o Líbano.

Homens armados, incluindo combatentes filiados ao grupo Estado Islâmico, capturaram uma série de soldados libaneses durante a incursão. Militantes do EI já decapitaram dois desses soldados desde então.

O assassinato desta sexta foi o primeiro relatado a ter sido realizado pela Frente Nusra, que, assim como o Estado Islâmico, mantém mais de uma dezena de soldados libaneses em cativeiro.

A declaração no Twitter em uma conta afiliada à Frente Nusra disse que o soldado havia se tornado "a primeira vítima da intransigência do Exército libanês, que se tornou um joguete nas mãos do partido iraniano", referindo-se ao Hezbollah. 

Os militantes sunitas têm exigido a libertação de islamitas detidos em uma prisão libanesa.

Reprodução/Youtube
Militantes da Al-Nusra, braço da Al Qaeda na Síria, ameaçam atirar em reféns em vídeo

Feridos
Três soldados foram feridos nesta sexta por uma bomba que atingiu um veículo militar para transporte de pessoal. Após o bombardeio, militares invadiram casas na cidade em busca de rebeldes. Mais tarde, de acordo com a agência de notícias estatal, o Exército usou "armas pesadas" para atingir posições de militantes em torno de Arsal.

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A cidade muçulmana sunita tornou-se um refúgio para dezenas de milhares de sírios que fogem da guerra civil no país.

Dois foguetes caíram na região da cidade de al-Labwe, perto de Arsal, mas não foram registradas vítimas, disseram fontes de segurança. Pela manhã, soldados libaneses prenderam dois sírios na cidade de Baalbek, no Vale do Bekaa, que confessaram pertencer à Frente Nusra.

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As forças de segurança também detiveram seis sírios na cidade predominantemente xiita de Nabatiyeh, no sul do Líbano, que confessaram ter participação em "grupos terroristas". Um deles portava cintos com explosivos.

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