Primeiro-ministro da Escócia renuncia após derrota em referendo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Alex Salmond também renunciou ao cargo de chefe do Partido Nacional Escocês; ele liderava campanha pró-independência

O líder pró-independência da Escócia, Alex Salmond, renunciou ao cargo de primeiro-ministro e líder de seu partido político nesta sexta-feira (19), horas depois de os escoceses votarem pela permanência do país no Reino Unido.

Hoje: Escócia rejeita separação do Reino Unido em referendo

AP
Primeiro-ministro escocês, Alex Salmond, durante coletiva em Edimburgo, Escócia


Leia: Entenda o que levou a Escócia a rejeitar a independência do Reino Unido

Salmond, 59, disse aos repórters em uma coletiva que estava orgulhoso da campanha que antecedeu o referendo e pelo recorde de votos na quinta-feira (18).

"Para a Escócia a campanha não acabou e o sonho nunca morrerá", disse ele.

O apelo apaixonado de Salmond por criar uma nova nação ficou aquém enquanto os escoceses preferiram permanecer sob a segurança da união com a Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte. O resultado do referendo impediu a ruptura da união de 307 anos com a Inglaterra, trazendo um enorme suspiro de alívio a política econômica e social da Grã-Bretanha.

Apuração: Escócia investiga suspeitas de fraude em plebiscito

No referendo realizado na quinta-feira, 55% eram contra a independência contra os 45% a favor. Houve uma afluência sem precedentes de pouco menos de 85%. Mas Salmond, que também renunciou ao cargo de chefe do Partido Nacional Escocês, pareceu otimista sobre o futuro da Escócia.

"Agora temos a oportunidade de agarrar a promessa que nos fizeram sobre delegar mais poder significativo para a Escócia", disse ele. "Isto coloca a Escócia em uma posição de muito poder."

Papo na redação: Veja o que muda na Escócia com a permanência no Reino Unido

Visivelmente aliviado, o primeiro-ministro britânico David Cameron prometeu fazer jus às promessas anteriores e dar à Escócia novos poderes em matéria de impostos, gastos e bem-estar. Cameron disse a repórteres do lado de fora de seu escritório na Downing Street que os novos planos serão acordados em novembro, com proposta de legislação até janeiro.

*Com AP

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas