Líder da Catalunha promete para novembro consulta sobre independência

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Presidente da região anunciou que referendo deverá acontecer dia 9; líderes espanhóis celebraram resultado obtido na Escócia

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O presidente da região espanhola da Catalunha, Artur Mas, disse nesta sexta-feira (19) que vai sancionar uma lei convocando para 9 de novembro um referendo sobre a independência, uma medida vigorosamente rejeitada pelo governo espanhol.

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Presidente da Catalunha, Artur Mas, em coletiva para discutir os resultados do referendo sobre a independência da Escócia, em Barcelona


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"Vou assinar o decreto para a consulta na Catalunha, na verdade vou marcar essa consulta para 9 de novembro conforme acertado há alguns meses com a maioria das forças políticas catalãs", disse Mas, acrescentando que a vitória do "não" no referendo sobre a independência da Escócia não representa um revés para a Catalunha.

Espanha

Líderes políticos espanhóis saudaram na rejeição da independência pelos eleitores da Escócia, um resultado que foi um golpe para os separatistas na Catalunha.

Apesar de o resultado na Escócia ter sido amplamente visto como um revés para a causa da independência catalã, está previsto que o governo regional, liderado pelos separatistas, anuncie mais tarde nesta sexta-feira os planos para um referendo não vinculativo, em desafio ao governo central, em Madri.

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O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, declarou que os escoceses tinham "escolhido a opção mais favorável para todos, para si mesmos, para todos da Grã-Bretanha e para o restante da Europa".

"Os escoceses evitaram consequências econômicas, sociais e políticas graves", disse ele.

O líder da oposição socialista, Pedro Sánchez, não só elogiou o resultado, mas disse que era uma lição para a Espanha: "Os escoceses escolheram o autogoverno, o fortalecimento de suas instituições e de suas ligações com o Reino Unido, e essa é a leitura que deve ser feita na Espanha".

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Ao contrário de Londres, que concordou em permitir a realização do referendo de quinta-feira na Escócia, o governo espanhol se recusa a aceitar uma votação sobre a independência da Catalunha, alegando ser contra a Constituição.

O crescimento de última hora dos separatistas nas pesquisas sobre o referendo para a independência da Escócia tinha galvanizado partidários de secessão da Catalunha, uma região rica, com língua e cultura próprias, cujos líderes dizem que deveriam ter o mesmo direito dos escoceses de determinar seu futuro.

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O movimento de independência na Catalunha é antigo e tem crescido nos últimos anos, depois que a Espanha sofreu com o aumento do desemprego e os altos custos de sua crise econômica. A recusa de Madrid em aceitar um referendo revolta os catalães, até mesmo os que apóiam a permanência da região na Espanha

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Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas de Barcelona na semana passada para defender o direito de realizar um referendo.

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