O britânico Alan Henning, trabalhador humanitário voluntário que foi sequestrado na Síria, teve a vida ameaçada em vídeo

Reuters

Foto sem data mostra o britânico Alan Henning, refém do Estado Islâmico e cuja vida foi ameaçada em vídeo, durante trabalho voluntário
AP
Foto sem data mostra o britânico Alan Henning, refém do Estado Islâmico e cuja vida foi ameaçada em vídeo, durante trabalho voluntário

Grupos muçulmanos na Grã-Bretanha pediram nesta quinta-feira (18) a libertação do refém britânico Alan Henning, um trabalhador humanitário voluntário capturado na Síria, cuja vida foi ameaçada em um recente vídeo divulgado por militantes do Estado Islâmico.

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Henning era parte de uma equipe de um comboio com suprimentos médios para um hospital no nordeste da Síria, em dezembro do ano passado, quando foi parado por homens armados e sequestrado.

Em um vídeo divulgado no sábado, que mostrou a decapitação do também britânico David Haines, um militante do Estado Islâmico ameaçou matar Henning se o primeiro-ministro David Cameron continuar o apoio à luta contra o grupo rebelde.

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Acredita-se que o homem que fazia as ameaças no vídeo seja um cidadão britânico, que apelidado de "Jihadi John” pela mídia do Reino Unido.

"Nós, os muçulmanos britânicos, organizações e indivíduos desejamos expressar nosso horror e repulsa pelo assassinato sem sentido de David Haines e a ameaça à vida de nosso compatriota britânico Alan Henning", disse uma carta assinada por mais de 100 grupos e líderes muçulmanos.

"Os fanáticos não estão agindo como muçulmanos, mas, como disse o primeiro-ministro, estão agindo como monstros. Eles estão perpetrando os piores crimes contra a humanidade. Isso não é Jihad - é uma guerra contra toda a humanidade", acrescentaram, em uma carta enviada para o jornal Independent.

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Novo ataque

Combatentes do grupo Estado Islâmico conquistaram 16 aldeias curdas no norte da Síria, em um grande avanço na direção da cidade de Ayn al-Arab, situada na fronteira com a Turquia, segundo comandante curdo e um grupo que monitora a guerra civil no país.

Ocalan Iso, um comandante do grupo armado curdo YPG, disse à Reuters que os combatentes do Estado Islâmico usaram armas pesadas, incluindo tanques, no ataque perto da cidade de Ayn al-Arab, conhecida como Kobani em curdo.

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O fundador do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, Rami Abdulrahman -grupo que monitora o conflito- afirmou que as aldeias foram capturadas em um avanço do Estado Islâmico iniciado na quarta.

"Eles têm um grande número de combatentes", afirmou Abdulrahman à Reuters por telefone.

Combatentes curdos sírios têm apelado por ajuda militar de outras organizações curdas na região para repelir o avanço do Estado islâmico no norte da Síria, perto da fronteira turca, disse um oficial militar curdo nesta quinta.

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