Nas imagens, Cantlie diz que divulgará série de fatos sobre o EI que vai contrapor a imagem do grupo divulgada pelo ocidente

Reuters

Os militantes do Estado Islâmico combatendo no Iraque e na Síria divulgaram um vídeo nesta quinta-feira (18) que afirmam mostrar o jornalista britânico John Cantlie no cativeiro.

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Nas imagens, Cantlie diz que em breve irá revelar "fatos" sobre o grupo que irão se contrapor à imagem divulgada na mídia ocidental.

O Estado Islâmico já decapitou dois jornalistas americanos e um assistente humanitário britânico nas últimas semanas, afirmando ser uma represália aos ataques aéreos dos Estados Unidos contra o grupo em solo iraquiano.

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Mas no novo vídeo de aproximadamente três minutos publicado em redes sociais, o homem identificado como Cantlie aparenta boa saúde e promete "comunicar alguns fatos" em uma série de "programas", dando a entender que haverá novas mensagens gravadas.

"Agora vejam, sei o que vocês estão pensando, 'ele só está fazendo isso por ser prisioneiro, está com uma arma na cabeça, está sendo forçado a fazer isso'. Certo?", afirma o homem, vestindo uma camisa laranja e com o cabelo cortado curto.

Vídeo divulgado na internet pelo Al-Furqan, braço de mídia do Estado Islâmico, mostra o jornalista britânico John cativo Cantlie, refém do grupo provavelmente na Síria
AP
Vídeo divulgado na internet pelo Al-Furqan, braço de mídia do Estado Islâmico, mostra o jornalista britânico John cativo Cantlie, refém do grupo provavelmente na Síria

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"Bem, é verdade. Sou prisioneiro. Isso não posso negar. Mas visto que fui abandonado por meu governo e que meu destino agora está nas mãos do Estado Islâmico, não tenho nada a perder."

O presidente dos EUA, Barack Obama, tem tentado formar uma coalizão internacional para destruir o grupo radical sunita, que vem explorando o caos no Iraque e na Síria para ocupar porções de território nos dois países. Obama declarou recentemente em um discurso que não irá hesitar em atacar a facção também na Síria.

No novo vídeo dos militantes, intitulado "Um minuto de sua atenção, mensagens do detido britânico John Cantlie", o homem que se identifica como Cantlie afirma ter sido capturado pelo Estado Islâmico depois de chegar à Síria em novembro de 2012.

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Ele diz ter trabalhado para jornais e revistas na Grã-Bretanha, entre eles Sunday Times, Sun e Sunday Telegraph, e já havia sido capturado em julho de 2012. Ele e um fotógrafo holandês, Jeroen Oerlemans, foram soltos pelo "Exército Livre da Síria" e ficaram levemente feridos no resgate.

"Depois de duas guerras desastrosas e imensamente impopulares no Afeganistão e no Iraque, por que nossos governos parecem tão determinados a se envolver em mais um conflito impossível de vencer?", indaga o homem.

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"Vou mostrar a vocês a verdade por trás dos sistemas e da motivação do Estado Islâmico, e como a mídia ocidental, a mesma organização para a qual eu costumava trabalhar, é capaz de distorcer e manipular essa verdade para o público doméstico", afirma.

Cantlie diz que outros governos ocidentais negociaram a libertação de seus reféns, mas que os governos da Grã-Bretanha e dos EUA escolheram agir diferente.

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"Eles negociaram com o Estado Islâmico e levaram seus cidadãos para casa, enquanto os britânicos e norte-americanos foram deixados para trás."

Na quarta, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou o plano de Obama de treinar e armar rebeldes sírios moderados como demonstração de apoio à sua campanha militar para "degradar e destruir" o Estado Islâmico.

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"Talvez eu sobreviva, e talvez eu morra. Mas quero aproveitar a oportunidade para comunicar alguns fatos que vocês podem verificar. Fatos que, se vocês ponderarem, podem ajudar a salvar vidas", disse o homem identificado como Cantlie.

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