Rússia saúda decisão da Ucrânia em conceder status especial a regiões do leste

Por Reuters |

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Ministério das Relações Exteriores chama de 'passo na direção certa' decisão do Parlamento de Kiev sobre Luhansk e Donetsk

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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia saudou nesta quarta-feira (17) como 'um passo na direção certa' a decisão do Parlamento da Ucrânia de conceder status especial a duas regiões separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia que desejam se separar de Kiev.

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A Ucrânia aprovou na terça-feira leis que garantem uma autonomia temporária e limitada às regiões de Donetsk e Luhansk para tentar conter o impulso independentista dos rebeldes que lutam na área.

"Esperamos que todos os termos da lei sejam implementados de maneira responsável", afirmou o ministério em comunicado.

"Está claro que as tentativas de revogá-la ou mudar sua essência levariam a situação novamente rumo a um confronto, minariam os esforços da comunidade internacional e dos políticos sensatos do país para normalizar a situação", acrescentou.

Moscou diz que irá proteger os direitos da população de idioma russo no leste ucraniano, mas nega enviar armas aos rebeldes que lutam contra as tropas de Kiev.

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. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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Ainda desconfiado, o Ocidente impôs sanções à Rússia, que acusa de insuflar os tumultos no leste depois de anexar a Crimeia em março.

Moscou também se opôs ao desejo de Kiev de se integrar à Europa, um dos pontos da discórdia no conflito entre Rússia e Ucrânia.

Como concessão à Rússia, a União Europeia e a Ucrânia concordaram em adiar a implementação de seu acordo de livre comércio até o final do ano que vem.

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"Esperamos que o período adiante seja usado para resolver, com a força da lei, todas as preocupações russas, corrigindo o acordo de associação (UE-Ucrânia) para salvaguardar as relações econômicas bilaterais (entre Kiev e Moscou)", declarou o Ministério das Relações Exteriores russo em outro comunicado nesta quarta.

A declaração acrescentou que Moscou espera que o adiamento seja cumprido, sublinhando que se reserva o direito de retaliar em caso contrário.

A agência de notícias russa RIA citou o enviado ucraniano para integração europeia, Valery Pyatnitsky, que teria dito em Kiev que os temores da Rússia sobre possíveis violações são "infundados".

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