'A Rússia não vai nos deixar em paz', afirmou Arseny Yatseniuk, se referindo aos grupos separatistas pró-russos no leste do país

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O primeiro-ministro da Ucrânia recomendou ao Ministério da Defesa nesta quarta-feira (17)  que garanta alerta máximo do Exército para combates, apesar de o cessar-fogo com os rebeldes entrar em seu décimo segundo dia.

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Soldado ucraniano usa binóculos para observar posições rebeldes pró-russos perto de Donetsk, Ucrânia
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Soldado ucraniano usa binóculos para observar posições rebeldes pró-russos perto de Donetsk, Ucrânia


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"A Rússia não vai nos deixar em paz, por isso estou pedindo ao ministro da Defesa que esteja em plena prontidão para a batalha", disse Arseny Yatseniuk em comentários que mantêm a atitude beligerante que ele vem adotando em relação às negociações com rebeldes separatistas no leste da Ucrânia.

Pôr em prática o plano de paz do Presidente Petro Poroshenko não significa que os "ministérios da Defesa e do Interior relaxem no trabalho", afirmou ele.

"Total prontidão. Nós não podemos acreditar em ninguém, especialmente os russos", acrescentou o premiê ucraniano.

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Mais cedo, Yatseniuk disse que 1 milhão de servidores públicos, incluindo alguns com cargos no governo, terão sua lealdade avaliada sob uma nova legislação para eliminar práticas corruptas deixadas pela administração anterior, cujo presidente foi forçado a deixar o poder.

"Segundo nosso cálculo, um milhão de servidores públicos de diferentes perfis serão submetidos a esta lei, incluindo todo o gabinete de ministros, o Ministério do Interior, serviços de inteligência, o gabinete da promotoria", afirmou o primeiro-ministro em uma reunião de governo.

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"Todas as seções do poder central que trabalharam na época do presidente Viktor Yanukovych serão submetidos a esta lei", disse.

Uma nova lei de expurgo dos cargos de poder foi aprovada pelo Parlamento na terça-feira sob forte pressão de grupos lobistas representantes dos manifestantes que derrubaram Yanukovych em fevereiro após meses de inquietação popular.

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