Declaração do presidente do Irã ocorre na mesma semana em que líder supremo do país disse ter rejeitado proposta dos EUA para combater grupo

Reuters

Em entrevista concedida dias antes da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente do Irã, Hassan Rouhani, criticou com veemência as decapitações promovidas pelos rebeldes do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, nesta quarta-feira (17). As declarações vêm na mesma semana em que o líder supremo da nação persa, Ali Khamenei, afirmou ter rejeitado proposta norte-americana para fazer parte da coalizão cujo objetivo é aniquilar o grupo. 

Hassan Rouhani disse que, para o islamismo, matar um povo inocente é igual matar humanidade
AP
Hassan Rouhani disse que, para o islamismo, matar um povo inocente é igual matar humanidade

"Do ponto de vista da doutrina islâmica, matar um povo inocente é igual a matar a humanidade inteira", disse Rouhani, de acordo com a rede de televisão norte-americana NBC. "E portanto, os assassinatos e decapitações de pessoas inocentes são dignos de vergonha para eles e motivos de preocupação e tristeza para toda a humanidade."

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Os comentários de Rouhani fazem referência às decapitações dos jornalistas norte-americanos James Foley e Steven Sotloff . Na semana passada, um vídeo que mostrava a decapitação de outro refém, o britânico David Haines , também surgiu na internet. 

Veja fotos do Estado Islâmico e das consequências de suas ações no Iraque:

A entrevista de Rouhani em seu palácio em Teerã foi feita antes de sua visita na semana que vem a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU, onde muitas das discussões devem girar em torno do combate ao Estado Islâmico.

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Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que até agora 40 nações já se comprometeram a ajudar. Obama deve se encontrar com sua equipe de segurança nacional ainda para discutir a reunião da ONU sobre o Estado Islâmico, informou a Casa Branca.

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