Bombardeios em região central da Síria deixam quase 50 mortos

Por Reuters |

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Dois dias de ataques deixaram várias mulheres e crianças entre os mortos, incluindo uma mãe e seus cinco filhos, diz entidade

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Houve ao menos 48 mortes, incluindo combatentes rebeldes, em ataques aéreos do governo sírio em torno de uma cidade na província central de Homs, disse nesta quarta-feira (17) um grupo que acompanha o conflito.

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Dois dias de ataques aéreos deixaram várias mulheres e crianças entre os mortos, incluindo uma mãe que morreu com cinco de seus filhos, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, entidade com sede na Grã-Bretanha que monitora a violência na Síria através de uma rede de fontes.

Cerca de uma dezena de combatentes e vários comandantes rebeldes também foram mortos no bombardeio, que teve como alvo Talbiseh, uma localidade ao norte da cidade de Homs, na principal estrada norte-sul do país.

Em maio, os rebeldes sírios abandonaram o seu último reduto no centro da cidade de Homs, um dos epicentros da revolta contra o presidente Bashar al-Assad.

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O número de mortos no bombardeio em Talbiseh - ocorrido na terça-feira e quarta-feira - deve aumentar porque dezenas de pessoas, incluindo crianças, estavam em estado grave, disse o Observatório.

Mais de 190 mil pessoas foram mortas no conflito e milhões tiveram de abandonar suas casas na Síria, de acordo com a Organização das Nações Unidas. O conflito começou há mais de três anos, como um movimento de protesto pacífico, e se transformou em guerra civil após a repressão do governo.

Crítica a Assad

Durante conferência realizada em agosto, o presidente francês, François Hollande, disse que as forças que combatem militantes do Estado Islâmico na Síria e no Iraque devem ter mais apoio do Ocidente, mas acrescentou que o presidente sírio não pode ser um aliado contra os jihadistas.

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"Uma grande aliança é necessária, mas vamos ser claros. Assad não é um parceiro na luta contra o terrorismo", disse Hollande em discurso. Chamando Assad de um aliado dos jihadistas, ele completou: "Não há escolha a ser feita entre duas barbáries."

Em um texto divulgado antes de um discurso para uma conferência anual de embaixadores franceses, Hollande também disse que "para combater o Estado Islâmico, a comunidade internacional deve também armar as forças que o estão combatendo."

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Forças rebeldes sírias têm lutado contra Assad há mais de três anos com apoio político do Ocidente, em uma guerra que já custou 190 mil vidas.

No entanto, a chegada de grupos islâmicos extremistas para o front da guerra e seus avanços no vizinho Iraque têm marcado um dilema para a política externa ocidental.

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