Parlamento da Ucrânia ratifica acordo histórico com a UE

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Rejeição do acordo no ano passado provocou a derrubada do líder Viktor Yanukovych, a anexação da Crimeia, entre outros

O Parlamento da Ucrânia ratificou nesta terça-feira (16) um acordo histórico de associação política e comercial com a União Europeia, cuja rejeição em novembro pelo então presidente Viktor Yanukovych levou à sua saída do poder.

Domingo: Países da Otan começam a entregar armas para Ucrânia, diz ministro

AP
Legisladores ucranianos aplaudem ratificação do acordo que aprofunda os laços econômicos e políticos do país com a União Europeia em Kiev, Ucrânia


Dia 13: Primeiro-ministro da Ucrânia ataca Putin e cessar-fogo enfrenta pressão

O voto pela ratificação, sincronizado por vídeo chat com o Parlamento Europeu em Estrasburgo e que contou com o apoio unânime dos 355 deputados, desenha uma nova linha sob a questão, que no ano passado provocou a crise ucraniana e resultou na derrubada do presidente, anexação da Crimeia pela Rússia e uma guerra com os separatistas Rússia apoiados que já deixou mais de 3 mil mortos.

A votação de Kiev foi ovacionada pelo parlamento, que celebrou a data com o hino nacional. Em um discurso para os legisladores, o presidente Petro Poroshenko considerou a votação "um primeiro passo, mas muito decisivo" para levar a Ucrânia para mais perto da União Europeia.

Dia 12: Rússia promete retaliações rápidas contra sanções dos EUA e da UE

Poroshenko também disse que aqueles que morreram durante os protestos e durante os combates no leste "deram suas vidas para que pudéssemos ter um lugar digno entre a família europeia."

"Desde a Segunda Guerra Mundial não houve uma única nação que pagou um preço tão alto pelo seu direito de ser europeu", disse ele.

Em contraste com a comemoração, o parlamento decidiu, a portas fechadas no início do dia, aprovar dois projetos de lei que concedem maior autonomia às regiões rebeldes no leste, bem como anistia para muitos dos envolvidos nos combates.

A decisão faz parte de um processo de paz tênue que vê o acordo de cessar-fogo, fixado no dia 5 de setembro, ser repetidamente violado e criticado por muitos na Ucrânia.

Sanções: Rússia prevê escassez de gasolina

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Medidas: UE impõe novas sanções econômicas à Rússia por crise na Ucrânia

Na terça-feira, o conselho da cidade de Donetsk disse que houve três mortos e cinco feridos em bombardeamentos durante a noite. O coronel Andriy Lysenko, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia, disse que três soldados ucranianos foram mortos ao longo da segunda-feira. Os confrontos continuam na área em torno do aeroporto de Donetsk, a maior cidade sob controle rebelde.

O regime de autonomia fica aquém do objetivo dos rebeldes do leste para a independência completa, mas o líder rebelde Alexander Zakharchenko disse à agência de notícias russa RIA Novosti que a liderança separatista estudaria as novas medidas.

Otan: Rússia ainda tem cerca de 1 mil soldados na Ucrânia

O acordo com a UE foi muito procurado por ucranianos que querem ver seu país a caminho do oeste e fora da esfera de influência da Rússia. Depois de o então presidente Viktor Yanukovych arquivar o negócio no ano passado, protestos eclodiram e, eventualmente, culminaram em violência e levaram o líder a fugir do país. Na sequência, a Rússia anexou a península da Criméia da Ucrânia e uma rebelião pró-Rússia eclodiu no leste ucraniano.

Forças ucranianas em abril lançaram uma operação militar para acabar com a rebelião, que afirmam ter o apoio substancial, incluindo tropas e equipamentos militares, da Rússia.

A Rússia se opôs fortemente a inclinação da Ucrânia para a UE, na esperança de levar o país a fazer parte de um bloco comercial liderado por Moscou que equilibraria ou competiria com a UE. Ucranianos que buscam uma maior aproximação com o bloco ocidental denunciaram o bloco comercial liderado pela Rússia como uma tentativa de reconstituir a União Soviética.

Dia 10: UE segura novas sanções contra a Rússia; outra reunião será realizada

Moscou também temia que a aproximação com a UE e a redução das tarifas sobre bens ocidentais minariam a demanda da Ucrânia sobre os produtos russos e permitiria a reexportação para a Rússia de produtos da UE a preços mais baixos. Em uma concessão significativa para a Rússia, a Ucrânia e a UE concordaram na semana passada em reduzir a tarifa como parte do acordo até pelo menos 2016.

*Com AP e Reuters

Leia tudo sobre: russia na ucraniaucraniarussiaporoshenkoueyanukovychcrimeia

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas