Forças Armadas israelenses disseram que projétil de morteiro foi disparado do território; cessar-fogo foi adotado em agosto

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O grupo Hamas, que comanda a Faixa de Gaza, negou ter conhecimento de qualquer ataque contra Israel e disse que as facções palestinas permanecem comprometidas com a trégua acertada em 26 de agosto que encerrou uma guerra de sete semanas.

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Estudantes palestinos passam por casas destruídas pela ofensiva israelense em Gaza (14/09)
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Estudantes palestinos passam por casas destruídas pela ofensiva israelense em Gaza (14/09)


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As Forças Armadas de Israel disseram nesta terça-feira (16) que um projétil de morteiro foi disparado através da fronteira, no primeiro ataque do tipo desde o cessar fogo. O disparo não causou danos ou vítimas, segundo os israelenses.

Mais cedo, a Organização das Nações Unidas (ONU), Israel e a Autoridade Palestina fecharam acordo para a reconstrução da Faixa de Gaza após uma guerra de 50 dias, e a ONU vai monitorar o uso dos materiais, disse o enviado as Nações Unidas para o Oriente Médio, Robert Serry.

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Serry disse ao Conselho de Segurança da ONU que os Estados Unidos intermediaram o acordo "para permitir o trabalho na escala necessária na Faixa, envolvendo o setor privado em Gaza e dando papel de liderança à Autoridade Palestina nos esforços de reconstrução, com garantias de segurança por meio do monitoramento da ONU de que esses materiais não serão desviados de seu uso inteiramente civil".

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Cinco dias de conflito em Gaza entre militantes do Hamas e Israel, que chegaram ao fim no mês passados, deixaram em ruínas grandes partes do enclave no Mediterrâneo.

A Autoridade Palestina disse em um estudo recente que o trabalho de reconstrução vai custar 7,8 bilhões de dólares, duas vezes e meia o produto interno bruto de Gaza, incluindo 2,5 bilhões para a reconstrução de casas e 250 milhões de dólares para energia.

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