General dos EUA não descarta recomendar uso de tropas terrestres no Iraque

Por Reuters | - Atualizada às

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Casa Branca explicou que militar se referiu a cenário hipotético no qual poderia fazer recomendação ao presidente Obama

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A maior autoridade militar dos EUA levantou nesta terça-feira (16) a possibilidade de tropas norte-americanas precisarem assumir um papel mais amplo por terra na luta contra os militantes do Estado Islâmico no Iraque. A Casa Branca, no entanto, voltou a ressaltar que não haveria missões de combate para forças terrestres dos EUA.

Veja fotos dos militantes islâmicos e das consequências das suas atrocidades:

Membros do Exército feminino treinam habilidades de combate antes de combaterem o Estado Islâmico em acampamento militar no Iraque (18/09). Foto: ReutersMilitar curdo lança morteiros em direção Zummar, controlada pelo Estado Islâmico, em Mosul, Iraque (15/09). Foto: ReutersMilitantes do Estado Islâmico levam soldados iraquianos capturados depois de assumir base em Tikrit, Iraque (junho/2014). Foto: APObama prometeu ofensiva com ataques aéreos na Síria e no Iraque para combater EI (12/09). Foto: ReutersMilitares curdos em tanque enfrentam militantes do Estado islâmico em Mosul, Iraque (7/09). Foto: ReutersMilitante curdo dá cobertura durante confrontos do Estado Islâmico na linha de frente da vila de Buyuk Yeniga, Iraque (4/09). Foto: ReutersMilicianos xiitas do Iraque disparam suas armas enquanto celebram a quebra de cerco do Estado Islâmico em Amerli (1/09). Foto: ReutersGrupo carrega caixão de militante xiita iraquiano da Organização Badr, que foi morto em confrontos com militantes do Estado Islâmico no Iraque (1/09). Foto: ReutersCriança chora em helicóptero militar após ser retirada pelas forças iraquianas de Amerli, ao norte de Bagdá (29/08). Foto: ReutersCurdos e militantes islâmicos lutam no norte do Iraque (12/08). Foto: ReutersIraquianos carregam retratos do primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki enquanto se reúnem em apoio a ele em Bagdá, Iraque (11/08). Foto: ReutersMilhares de iraquianos fugiram com avanço de militantes do EI, inclusive integrantes de minorias religiosas (9/08). Foto: APTropas curdas implantam segurança intensa contra os militantes islâmicos do Estado em Khazer (8/08). Foto: ReutersTropas curdas patrulham em um tanque durante operação contra militantes do Estado Islâmico em Makhmur, nos arredores da província de Nínive, Iraque (7/08). Foto: ReutersParentes choram a morte de homem da YPG, morto durante confrontos com combatentes do Estado Islâmico na cidade iraquiana de  Rabia, na fronteira do Iraque-Síria (6/08). Foto: ReutersVoluntários xiitas do Exército iraquiano se recuperam em hospital após serem feridos em confrontos com militantes do Estado Islâmico em Basra, sudeste de Bagdá (6/08). Foto: ReutersMulher visita túmulo de um parente em cemitério durante as celebrações do Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã, em Bagdá (28/07). Foto: ReutersSoldado iraquiano perto de corpo de um membro do Estado Islâmico que morreu durante confrontos com forças iraquianas em Tikrit, Iraque (19/07). Foto: ReutersBandeira preta usada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante flamula de delegacia danificada em Mosul, norte do Iraque (1/7). Foto: APVoluntário xiita do Conselho Supremo Islâmico Iraquiano aponta arma durante treinamento em Najaf, Iraque (26/6). Foto: ReutersMembros das forças de segurança iraquianas tomam suas posições durante reforço de segurança no oeste de Bagdá, Iraque (24/6). Foto: ReutersXiitas iraquianos se preparam para patrulhar a aldeia de Taza Khormato, na rica província petrolífera de Kirkuk, no Iraque (22/6). Foto: APCombatentes xiitas levantam suas armas e entoam palavras de ordem após autoridades pedirem ajuda para conter os insurgentes em Sadr, em Bagdá, Iraque (17/06). Foto: APManifestantes gritam em favor do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em frente do governo provincial de Mosul (16/4). Foto: APCombatentes tribais xiitas mostram suas armas enquanto tomam parte de Dujail, ao norte de Bagdá, Iraque (16/06). Foto: ReutersCombatentes tribais xiitas levantam suas armas e gritam palavras de ordem contra sunita Exército Islâmico em Basra, Iraque (16/6). Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL mirando contra soldados à paisana depois de tomar base in Tikrit, Iraque. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque
. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

Chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA, o general Martin Dempsey disse que não havia intenção de colocar consultores militares norte-americanos em combate, pois o plano dos EUA se apoia em outras contribuições, incluindo ataques aéreos.

Ainda assim, ele disse em audiência no Senado: "Eu mencionei, no entanto, que se eu achasse que a circunstância demandasse, eu mudaria, é claro, minha recomendação".

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Dempsey contemplou cenários nos quais uma maior participação poderia ser viável, incluindo juntar as forças dos Estados Unidos com os iraquianos durante uma ofensiva complicada, como numa eventual batalha para retomar a cidade de Mosul, no norte do Iraque, dos combatentes do Estado Islâmico.

"Poderia muito bem ser parte daquela missão particular para disponibilizar orientações de combate ou acompanhamento naquela missão", disse. "Mas, para as atividades diárias, acredito que vá evoluir com o tempo... Não vejo necessidade para isso agora."

AP
O chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA, general Martin Dempsey

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse na semana passada que vai liderar uma aliança para derrotar os militantes do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, mergulhando os EUA em um conflito no qual quase todos os países do Oriente Médio têm alguma participação. No entanto, ele descartou a possibilidade de uma missão de combate que pudesse levar o país a uma nova guerra terrestre no Iraque.

Respondendo sobre os comentários de Dempsey, a Casa Branca disse que os conselheiros militares de Obama tinham de se planejar para muitas possibilidades e que a política geral não tinha mudado: o presidente não deslocaria tropas norte-americanas para missões de combate no Iraque ou na Síria.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse a jornalistas que Dempsey estava "se referindo a um cenário hipotético no qual possa haver uma situação futura na qual o general faria uma recomendação tática ao presidente em relação a tropas terrestres".

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Dempsey se pronunciou ao lado do secretário de Defesa norte-americano, Chuck Hagel, diante do Comitê de Serviços Armados do Senado. Na mesma hora, o governo de Obama apresentou ao Congresso seu plano para ampliar as operações militares contra os militantes sunitas, incluindo ataques aéreos na Síria pela primeira vez.

Síria
Hagel disse que o plano militar será apresentado a Obama pelo Comando Central dos EUA, nesta quarta-feira. A proposta inclui ataques aos redutos mais seguros do grupo militante para comprometer suas capacidades de infraestrutura, logística e capacidades de comando.

Dempsey disse que os ataques aéreos afetariam as capacidades do grupo enquanto esforços mais amplos são desenvolvidos, incluindo o treinamento de 5.400 combatentes sírios na Arábia Saudita.

O Congresso deve aprovar nesta semana um pedido de Obama por US$ 500 milhões para armar e treinar rebeldes sírios moderados, uma das partes de seu programa.

"Não será como uma campanha de 'choque e espanto', porque simplesmente não é o jeito que o Estado Islâmico se organiza. Mas será uma campanha persistente e sustentável", disse Dempsey ao comitê do Senado.

"Choque e espanto" era um termo popularmente utilizado para descrever os primeiros ataques aéreos a Bagdá na campanha norte-americana para derrubar Saddam Hussein, em 2003, e se refere ao uso exagerado da força para minar a vontade do inimigo de lutar.

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