Ação destruiu veículos do EI e posição estratégica do grupo a sudoeste, de onde eles abriam fogo contra as forças iraquianas

Os Estados Unidos atacaram pela primeira vez posições do Estado Islâmico (EI) perto de Bagdá desde que lançaram, há um mês, campanha aérea contra os militantes islamitas. A informação foi divulgada por uma fonte anônima e confirmada pelo Exército norte-americano nesta terça-feira (16).

Ontem: Irã diz ter rejeitado proposta dos EUA para ajudar no combate ao EI

Militar curdo lança morteiros em direção Zummar, controlada pelo Estado Islâmico, em Mosul, Iraque (15/09)
Reuters
Militar curdo lança morteiros em direção Zummar, controlada pelo Estado Islâmico, em Mosul, Iraque (15/09)


Otan: Ação contra Estado Islâmico pode evitar genocídio

"O ataque aéreo a sudoeste de Bagdá foi o primeiro a fazer parte dos nossos esforços adicionais, que vão além da proteção do nosso pessoal e das missões humanitárias. O objetivo é atingir alvos do Estado Islâmico, no momento em que as forças iraquianas estão atacando, como foi definido pelo presidente em discurso", informou o Exército americano por meio de comunicado.

Os ataques destruíram seis veículos do EI perto de Sinjar e uma posição estratégica a sudoeste de Bagdá, que abria fogo sobre as forças iraquianas. Essas investidas elevam o número de ataques aéreos no Iraque para 162.

Os Estados Unidos começaram, no mês passado, a lançar ataques aéreos contra as posições do Estado Islâmico no Norte do Iraque, mas o anúncio desta segunda, de que a campanha tinha atingido os jihadistas perto da capital, marca uma escalada no âmbito da missão.

Sem acordo: EUA descartam coordenação militar com Irã contra o Estado islâmico

Crueldade: Britânica posta foto segurando cabeça decepada na Síria

O ataque ocorre menos de uma semana depois de o presidente norte-americano, Barack Obama, ter ordenado uma guerra “implacável” contra o Estado Islâmico, em anúncio feito à nação.

ONU

A equipe da ONU que investiga os crimes de guerra na Síria disse nesta terça que as potências mundiais que se preparam para uma ação militar contra os combatentes do grupo Estado Islâmico têm de respeitar as regras da guerra, as quais as obrigam a proteger os civis e ser comedidas em seus ataques aéreos.

Reunião: Hollande defende ajuda militar 'apropriada' ao Iraque por grupo sunita

Os militares dos EUA atingiram na segunda-feira um alvo do Estado Islâmico a sudoeste de Bagdá, de acordo com o comando central militar dos EUA, em uma expansão da campanha do governo de Barack Obama contra o grupo que se apoderou de grandes porções de território no Iraque e na Síria.

Saiba mais: Leia todas as notícias sobre o Estado Islâmico

"À medida que a ação militar em posições do EIIL (antiga sigla do grupo) parece cada vez mais provável, lembramos todos os lados que é necessário acatar as leis de guerra e, mais especificamente, os princípios de distinção e proporcionalidade. Sérios esforços têm de ser feitos para preservar a vida civil", disse o presidente da comissão de investigação das Nações Unidas, o brasileiro Paulo Pinheiro, em uma declaração ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

*Com Agência Brasil e Reuters

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.