Não estamos e nem vamos nos coordenar militarmente com o Irã, disse Jen Psaki, porta-voz do secretário de Estado dos EUA

Reuters

Os Estados Unidos descartaram nesta segunda-feira (15) a hipótese de coordenação militar com o Irã na campanha liderada pelos EUA contra o grupo Estado islâmico, mas mantiveram a possibilidade de futuras conversações sobre o Iraque.

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O presidente francês, à esq., observa o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, à dir., cumprimentar o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, em Paris
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O presidente francês, à esq., observa o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, à dir., cumprimentar o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, em Paris


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"Nós não estamos nos coordenando militarmente com o Irã, e nem vamos", disse Jen Psaki, a porta-voz do secretário de Estado norte-americano John Kerry, em um comunicado. "Pode haver uma outra oportunidade à margem no futuro para discutir o Iraque."

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Mais cedo, o governo dos Estados Unidos lançou um programa para treinar figuras comunitárias importantes em todo o país, a fim de evitar que jovens radicais se integrem ao Estado Islâmico e outros grupos extremistas lutando na Síria e no Iraque.

"Hoje, poucas ameaças são mais urgentes do que a ameaça representada pelo extremismo violento", disse o procurador-geral Eric Holder em um vídeo sobre o programa.

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O Departamento de Justiça, a Casa Branca e outras agências estão iniciando uma série de programas-piloto para unir líderes comunitários, autoridades policiais e outros agentes com a finalidade de desenvolver uma estratégia para combater essa ameaça, disse Holder.

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Embora os programas existentes tenham focado em líderes comunitários, os novos também incluirão professores e profissionais dos ramos de saúde mental e de serviços sociais, dando mais apoio e desenvolvendo maneiras de identificar potenciais extremistas, disse um representante com conhecimento do programa.

A meta é intervir antes que as pessoas se radicalizam, disse o representante, que não quis ser identificado. Autoridades policiais dizem ter tido sucesso em esforços semelhantes para combater a violência de gangues, por exemplo, ao treinar professores, assistentes sociais e outros profissionais sobre o que procurar e como esses potenciais militantes são recrutados.

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O presidente Barack Obama definiu como uma parte de sua estratégia contra militantes do Estado Islâmico impedir a ida de norte-americanos radicalizados para tomarem parte de conflitos no exterior. A estratégia inclui uma campanha militar para destruir o grupo.

Obama disse em um discurso na quarta-feira que as autoridades ofereceriam "programas domésticos sob medida para evitar o extremismo violento e a radicalização". Autoridades dos EUA estimaram que até 15 mil combatentes estrangeiros estão operando na Síria, incluindo 3 mil ocidentais, entre os quais 100 americanos.

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas planeja exigir que países combatam o recrutamento de combatentes estrangeiros ao criar leis criminais especificamente sobre o tema, informou a Reuters na semana passada.

A resolução preliminar foi motivada pelo crescimento do Estado Islâmico - um grupo dissidente da al Qaeda que tomou grandes faixas de território na Síria e no Iraque e declarou um califado na região - e da Frente Nusra, ala da Al-Qaeda na Síria.

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