Estudante britânica de medicina posta foto segurando cabeça decepada na Síria

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Imagem foi publicada no Twitter pela jovem; órgão sírio afirma que há estrangeiras atuando como cafetinas de raptadas Yazidi

Uma suposta estudante de medicina britânica que deixou o Reino Unido para se juntar ao Estado Islâmico na Síria postou foto segurando uma cabeça decapitada no Twitter. As informações são do Daily Mail.

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Reprodução/Youtube
Suposta estudante de medicina britânica posta foto no Twitter segurando uma cabeça decepada sob o olhar de duas crianças na Síria

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A jihadista, que usa o nome de Mujahidah Bint Usama em sua conta no Twitter - desativada após a postagem - é apontada como médica do grupo terrorista em Raqqa, Síria. Na imagem, ela usa burca e avental branco enquanto segura a cabeça de um homem. Ao seu lado, é possível ver duas crianças assistindo à cena.

O nome escolhido por ela na rede social reflete suas convicções sobre a Jihad islâmica: Mujahidah é, aparentemente, a versão feminina de mujahadid, que significa "soldado de Deus". Bint pode ser traduzida como "filho de", enquanto Usama é uma famosa referência ao terrorista Osama Bin Laden, fundador da Al-Qaeda.

A imagem foi divulgada sob a legenda "Trabalho dos sonhos, uma médica terrorista", seguida de emojis de rostos sorridentes e corações. Segundo o The Sunday Telegraph, a jovem teria 21 anos.

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Mujahidah, que tinha mais de 800 seguidores no Twitter, havia twittado anteriormente fotos de soldados mortos nos ataques de 11 de Setembro juntamente com informações sobre como tratar uma lesão no joelho e insônia.

Reprodução/Youtube
Acredita-se que 60 jihadistas britânicas se juntaram ao EI. Entre elas está, Zahra Halano, de 16 anos, que fugiu do Reino Unido com sua irmã gêmea

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Os serviços de inteligência britânicos Government Communications Headquarters e MI5 Security Service monitoram atualmente as contas de cerca de 60 jihadistas britânicas que podem ter se juntado aos extremistas em Raqqa. O objetivo é saber mais sobre suas ações na Síria.

Anteriormente, o governo britânico declarou que vai processar por crimes de guerra e de terrorismo aqueles que tomam parte em atrocidades como decapitações e massacres no exterior, caso retornem ao Reino Unido.

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Em outras mensagens online, a mulher elogiou Anwar al-Awlaki, um pregador extremista iemenita que se tornou porta-voz da Al-Quaeda e acredita-se ter inspirado centenas de jihadistas ocidentais, além de ter postado imagens da execução do jornalista americano Steven Sotloff, decapitado pelo grupo sunita no início deste mês.

Na semana passada foram divulgadas informações de que essas jihadistas britânicas estariam atuando como cafetinas de bordéis cheios de mulheres Yazidi raptadas pelos extremistas no Iraque, de acordo com o Mirror. Cerca de 3 mil mulheres e meninas foram levadas de suas tribos como reféns enquanto militantes continuam seu reinado de terror em toda a região.

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Segundo relatório do Instituto de Pesquisa do Oriente Médio, MEMRI na sigla em inglês, muitas mulheres da tribo foram vendidas e usadas como escravas sexuais. O órgão diz que há cerca de 60 mulheres do Reino Unido que foram para a Síria na jihad. A maioria delas têm idades entre 18 e 24 anos.

Acredita-se que os reféns americanos James Foley e Steven Sotloff foram decapitados em um deserto perto de Raqqa e, portanto, as mulheres britânicas em al-Khanssaa poderiam saber quem os matou.

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