De Stalin a Mussolini: Veja ditadores sanguinários tidos como heróis pelo mundo

Por iG São Paulo

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Está na lista Hadji Mohamed Suharto, Indonésia, que apesar de ter liderado genocídio no Timor Leste, é lembrado como herói

Como general e presidente da Indonésia entre os anos 1967 e 1998, Hadji Mohamed Suharto (1921 - 2008) ficou conhecido por, entre outras coisas, ter saqueado mais de US$ 35 milhões a partir de recursos do próprio país e por ter liderado o genocídio de 1975 no Timor Leste, onde ao menos 200 mil timorenses - cerca de um terço da população total - foram mortos. 

Apesar do retrospecto assustador, o ex-líder é lembrado com saudosismo por grande parte da população. Indonésios de várias regiões celebram seu legado com direito a homenagens, inclusive na televisão e em revistas. Em 2010, o Partido da Justiça Próspera (PKS) pediu para que o ex-ditador fosse reconhecido como "herói nacional". "Os heróis não são puramente inocentes", justificou à época o secretário-geral do partido, Anis Matta, ao Jakarta Post. Veja outros casos.

 Nicolae Ceausescu, Romênia: em seu governo (1965 a 1989), a polícia matou cerca de 15 mil por ano; crianças de 10 anos eram convocadas à polícia. Foto: Reprodução/Youtube Nicolae Ceausescu, Romênia: em 2010, Instituto Romeno de Avaliação e Estratégia mostrou que maioria aprovava sua era comunista. Foto: Reprodução/YoutubeBenito Mussolini, Itália: governante entre 1922 e 1943, ele é considerado figura-chave na criação do fascismo e apoiava Adolf Hitler. Foto: Reprodução/YoutubeBenito Mussolini, Itália: mesmo assim, líder inspira comércio, como o de camisetas, e ganha elogios públicos, como os de Silvio Berlusconi em 2013. Foto: Wikimedia CommonsJunta Grega: em 1967, militares tomaram o controle do país no período conhecido como Sete Anos. Estupro e tortura sexual eram suas armas. Foto: Wikimedia CommonsJunta Grega: mas em 2013, a Análises Metron mostrou que quase um terço dos entrevistados considerava o país melhor sob a ditadura. Foto: Reprodução/YoutubeAntônio de Oliveira Salazar, Portugal: à frente do governo facista, de 1932 a 1968, líder enviou dissidentes para campos de concentração na África. Foto: Wikimedia CommonsAntônio de Oliveira Salazar, Portugal: mas apesar da censura e do controle ideológico, cerca de um quinto dos portugueses considera governo benéfico. Foto: Reprodução/YoutubePark Chung Hee, Coreia do Sul: de 1961 a 1979, o líder governou com punho de ferro. Entre suas ações estavam tortura e morte aos críticos do governo. Foto: Wikimedia CommonsPark Chung Hee, Coreia do Sul: mas o Korean Times informou que a maioria esmagadora dos sul-coreanos aprova seu governo. Foto: Reprodução/YoutubeFrancisco Franco, Espanha: durante a feroz repressão do 'Terror Branco', esquadrões da morte fizeram mais de 114 mil vítimas sob comando do ditador. Foto: Wikimedia CommonsFrancisco Franco, Espanha: em 2005, livro sobre o líder se tornou best-seller. Em 2013, livro da Academia Real Espanhola de História o chamou de pacifista. Foto: Wikimedia CommonsSuharto, Indonésia: ditador de 1967 a 1998, seu governo foi marcado por corrupção e genocídio no Timor Leste - mais de 200 mil foram mortos. Foto: Wikimedia CommonsSuharto, Indonésia: mesmo assim, Suharto é homenageado até hoje e em 2010, partido pediu para ele ser reconhecido como 'herói nacional'. Foto: Wikimedia CommonsJosef Stalin, URSS: para historiadores, o líder conduziu ao menos 20 milhões à morte durante seu governo. Ele também liderou genocídio na Ucrânia. Foto: Wikimedia CommonsJosef Stalin, URSS: mas em 2011, o Carnegie Endowment for International Peace mostrou que 45% dos russos ouvidos tinham visão 'positiva' sobre ele. Foto: Wikimedia CommonsFerdinand Marcos, Filipinas: de 1965 a 1986, ditador pode ter ordenado ao menos 3.200 mortes e cerca de 35 mil torturas. Foto: Wikimedia CommonsFerdinand Marcos, Filipinas: apesar disso, campanha no Twitter de 2013 o chamou de 'maior presidente da história'. Foto: Wikimedia CommonsErich Honecker, Alemanha Oriental: à frente da região de 1976 a 1989, o líder ordenou a morte de todos que cruzassem o muro de Berlim. Foto: Wikimedia CommonsErich Honecker, Alemanha Oriental: mas em 2009, jornal disse que a maioria dos ex-alemães orientais defendeu que a vida 'era boa' na área. Foto: Wikimedia Commons


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