Protesto com flautas e tambores pede que Escócia seja mantida no Reino Unido

Por Reuters |

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Manifestantes dizem que referendo pela independência do país, que ocorrerá na quinta (18), ameaça a culturas e a história

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Cerca de 12 mil pessoas foram às ruas em Edimburg para pedir que país siga no Reino Unido

Cerca de 12 mil manifestantes, incluindo alguns da Irlanda do Norte, marcharam neste sábado na Cidade Velha de Edimburgo em uma emocionante demonstração de apoio à manutenção da Escócia no Reino Unido.

Com bandas de flautas e tambores, chapeus e fitas laranjas, os manifestantes disseram que o referendo pela independência da Escócia, que ocorrerá na quinta-feira, ameaça suas culturas e histórias.

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"É a sua própria história sendo retirada de você. O que vamos dizer aos nossos netos?", disse Jim Prentice, um jardineiro que vestia uma camisa do clube de futebol Rangers e que viajou do sul de Glasgow para assistir a marcha.

Organizada pela Ordem Laranja da Escócia, a marcha mostrou que a campanha anti-independência pode contar com substancial apoio em Glasgow, maior cidade escocesa e principal terreno de batalha.

Mas a manifestação também injetou na campanha um elemento sectário, que tem um histórico amargo e muitas vezes violento. A Ordem é ligada às organizações protestantes "legalistas" da Irlanda do Norte, e muitas pessoas cruzaram o Mar da Irlanda para o evento.

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A rivalidade ente católicos e protestantes — historicamente representada pelos torcedores dos Celtics e dos Rangers — sempre foi uma chaga na sociedade escocesa.

A decisão de realizar a marcha foi polêmica. A campanha oficial "Melhor Juntos", a favor da manutenção da Escócia no Reino Unido, afirmou não ter relação com a manifestação.

Contudo, alguns participantes tinham placas, distintivos e adesivos com o slogan oficial: "Não, obrigado". Alguns dos que protestaram gritavam "Sem Rendição", um slogan do conflito na Irlanda do Norte.

Se os escoceses aprovarem a separação, isso pode forçar a Inglaterra e a Irlanda do Norte a reavaliarem suas relações constitucionais, um assunto que ameaça a frágil paz entre católicos e protestantes na província controlada pelos britânicos.

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