Primeiro-ministro da Ucrânia ataca Putin e cessar-fogo enfrenta pressão

Por Reuters |

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Arseny Yatseniuk disse que apenas a participação na Otan permitiria à Ucrânia se defender de agressões externas

Reuters

Fogo de artilharia pesada abalou a região próxima de um aeroporto no leste da Ucrânia neste sábado, em desacordo com um frágil cessar-fogo de oito dias, enquanto o primeiro-ministro do país acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de planejar a destruição ucraniana.

O primeiro-ministro, Arseny Yatseniuk, disse que apenas a participação na Otan permitiria à Ucrânia se defender de agressões externas.

Kiev e seus defensores ocidentais acusam Moscou de enviar tropas e tanques para o leste da Ucrânia em apoio a separatistas pró-Rússia que combatem forças ucranianas em um conflito que já matou mais de 3 mil pessoas. A Rússia nega as acusações.

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Um cessar-fogo negociado por enviados de Ucrânia, Rússia, separatistas e do supervisor da segurança na Europa OSCE está em vigor no leste da Ucrânia desde 5 de setembro e tem sido respeitado apesar de violações regulares mas dispersas, especialmente em pontos chaves como Donetsk.

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Na tarde deste sábado (13), um repórter da Reuters ouviu fogo de artilharia pesada em bairros do norte de Donetsk, maior cidade da região. Ele viu nuvens de fumaça preta acima do aeroporto, que está nas mãos do governo. A cidade é controlada pelos rebeldes.

Falando em uma conferência em Kiev com a presença de legisladores ucranianos, europeus e líderes corporativos neste sábado, Yatseniuk deixou claro que não vê o cessar-fogo como o início de um processo sustentável de paz por conta das ambições de Putin.

"Ainda estamos em um estágio de guerra e o agressor chave é a Federação Russa... Putin quer outro conflito congelado (no leste da Ucrânia)", disse Yatseniuk, crítico feroz de Moscou e favorável à eventual participação da Ucrânia na Otan.

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Yatseniuk disse que Putin não se contentaria com a Crimeia - anexada por Moscou em março - e com a região leste da Ucrânia, que fala principalmente russo.

"A meta dele é tomar toda a Ucrânia... a Rússia é uma ameaça à ordem global e à segurança de toda a Europa".

O porta-voz militar ucraniano Andriy Lysenko disse em um relatório diário que um soldado e 12 rebeldes foram mortos nas últimas 24 horas, sem especificar onde eles morreram. Isso elevaria o número de mortes entre as forças ucranianas desde o início do cessar-fogo de oito dias para seis.

Putin afirma que a Rússia tem o direito de defender sua etnia além de suas fronteiras, embora Moscou negue armar os rebeldes e ter ajudado a quebrar o atual cessar-fogo com Kiev.

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