Iraque vai interromper ataques aéreos a áreas civis tomadas pelo Estado Islâmico

Por Reuters |

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Iraque vai interromper ataques aéreos a áreas civis controladas pelo Estado Islâmico, diz premiê

Reuters

O primeiro-ministro iraquiano, o xiita Haider al-Abadi, disse neste sábado (13) que havia ordenado a interrupção pela Força Aérea de ataques a áreas civis, atendendo a uma condição colocada por líderes muçulmanos sunitas para que apoiassem sua campanha contra os militantes do Estado Islâmico.

Grupos de defesa dos direitos humanos dizem que os ataques realizados pelo governo iraquiano neste ano, muitos em áreas controladas pelo Estado Islâmico, que ocupa cerca de um terço do país, têm alvejado civis indiscriminadamente.

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"Ordenei que a Força Aérea Iraquiana interrompesse o bombardeio a áreas civis, mesmo nas cidades controladas pelo EIIL", disse Abadi em sua conta oficial no Twitter, usando o acrônimo para Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), denominação usada anteriormente pelo Estado Islâmico.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

O representante da ONU no Iraque, Nickolay Mladenov, recebeu bem o anúncio, que foi repetido por Abadi neste sábado em uma conferência sobre refugiados, em Bagdá.

"A proteção de civis e a garantia de sua segurança é uma prioridade fundamental para as Nações Unidas", disse Mladenov.

Entenda: A violência extrema dos militantes do Estado Islâmico

Diplomatas e políticos iraquianos de todas as matizes esperam que Abadi, cujo gabinete foi formado na última segunda-feira, consiga sanar o sistema político do país em prol da formação de um frente única contra o Estado Islâmico.

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