Medidas foram publicadas no diário oficial da UE e incluem o congelamento de bens e proibição de viagens a parlamentares

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A União Europeia implementou nesta sexta-feira (12) uma nova rodada de sanções contra a Rússia por seu papel na crise na Ucrânia, incluindo restrições ao financiamento para algumas empresas estatais e congelamento de bens de dirigentes políticos russos.

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Idosa passa por soldado ucraniano enquanto ele fica de guarda em Volnovakha, região Donetsk (11/09)
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Idosa passa por soldado ucraniano enquanto ele fica de guarda em Volnovakha, região Donetsk (11/09)


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As sanções publicadas no diário oficial da UE incluem o congelamento de bens e proibição de viagens impostos a Igor Lebedev, vice-presidente Câmara Baixa do Parlamento russo (a Duma), e Vladimir Jirinovsky, um político ultranacionalista, e um grande número de líderes separatistas pró-russos no leste da Ucrânia.

Outro alvo das sanções é Sergei Chemezov, descrito como um colaborador próximo do presidente russo Vladimir Putin, desde sua época na KGB na Alemanha Oriental.

Ele é presidente da Rostec, uma das principais corporações do setor industrial e da defesa da Rússia, que inclui a fornecedora de armas Rosoboronexport e uma empresa que está planejando a construção de usinas de energia na Crimeia.

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Sem solução para a crise

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O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, disse nesta sexta que não poderá haver solução militar para a crise de seu país e que espera que o cessar-fogo "muito frágil" no leste ucraniano se mantenha, permitindo que ele se concentre na reconstrução da economia destroçada pelo conflito.

Poroshenko também afirmou que a nova onda de sanções da União Europeia contra a Rússia demonstrou a solidariedade ocidental para com Kiev, e que os Parlamentos da Ucrânia e da UE poderiam ratificar no dia 16 um acordo estabelecendo relações econômicas e políticas mais estreitas.

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As forças ucranianas vêm lutando contra os separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia há cinco meses, em um conflito no qual mais de 3.000 pessoas foram mortas.

Os dois lados vêm cumprindo, de modo geral, um cessar-fogo desde sexta-feira da semana passada, apesar de violações esporádicas.

"Não há solução militar para a crise", afirmou Poroshenko a parlamentares e empresários da UE e da Ucrânia na conferência anual da Estratégia Europeia de Ialta - realizada desta vez em Kiev, não em Ialta, por causa da anexação da província ucraniana da Crimeia pela Rússia.

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"Espero que o processo de paz muito frágil, mas eficiente, que começou exatamente há uma semana, tenha uma continuação, para a paz estável e a segurança no continente", disse ele.

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