UE impõe novas sanções econômicas à Rússia por crise na Ucrânia

Por Reuters |

compartilhe

Tamanho do texto

Medidas foram publicadas no diário oficial da UE e incluem o congelamento de bens e proibição de viagens a parlamentares

Reuters

A União Europeia implementou nesta sexta-feira (12) uma nova rodada de sanções contra a Rússia por seu papel na crise na Ucrânia, incluindo restrições ao financiamento para algumas empresas estatais e congelamento de bens de dirigentes políticos russos.

Ontem: Ataque aéreo na Síria sem aval da ONU seria ato de agressão, diz a Rússia

Reuters
Idosa passa por soldado ucraniano enquanto ele fica de guarda em Volnovakha, região Donetsk (11/09)


Otan: Rússia ainda tem cerca de 1 mil soldados na Ucrânia

As sanções publicadas no diário oficial da UE incluem o congelamento de bens e proibição de viagens impostos a Igor Lebedev, vice-presidente Câmara Baixa do Parlamento russo (a Duma), e Vladimir Jirinovsky, um político ultranacionalista, e um grande número de líderes separatistas pró-russos no leste da Ucrânia.

Outro alvo das sanções é Sergei Chemezov, descrito como um colaborador próximo do presidente russo Vladimir Putin, desde sua época na KGB na Alemanha Oriental.

Ele é presidente da Rostec, uma das principais corporações do setor industrial e da defesa da Rússia, que inclui a fornecedora de armas Rosoboronexport e uma empresa que está planejando a construção de usinas de energia na Crimeia.

Quarta: UE segura novas sanções contra a Rússia; reunião será realizada na quinta

Sem solução para a crise

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Cenário: "Putin acabou com o meu país", diz jovem ucraniano sobre ação da Rússia

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, disse nesta sexta que não poderá haver solução militar para a crise de seu país e que espera que o cessar-fogo "muito frágil" no leste ucraniano se mantenha, permitindo que ele se concentre na reconstrução da economia destroçada pelo conflito.

Poroshenko também afirmou que a nova onda de sanções da União Europeia contra a Rússia demonstrou a solidariedade ocidental para com Kiev, e que os Parlamentos da Ucrânia e da UE poderiam ratificar no dia 16 um acordo estabelecendo relações econômicas e políticas mais estreitas.

Acusação: Anistia Internacional diz ter provas de crimes de guerra na Ucrânia

As forças ucranianas vêm lutando contra os separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia há cinco meses, em um conflito no qual mais de 3.000 pessoas foram mortas.

Os dois lados vêm cumprindo, de modo geral, um cessar-fogo desde sexta-feira da semana passada, apesar de violações esporádicas.

"Não há solução militar para a crise", afirmou Poroshenko a parlamentares e empresários da UE e da Ucrânia na conferência anual da Estratégia Europeia de Ialta - realizada desta vez em Kiev, não em Ialta, por causa da anexação da província ucraniana da Crimeia pela Rússia.

Saiba mais: Leia todas as notícias sobre a ocupação da Rússia na Ucrânia

"Espero que o processo de paz muito frágil, mas eficiente, que começou exatamente há uma semana, tenha uma continuação, para a paz estável e a segurança no continente", disse ele.

Leia tudo sobre: russia na ucraniaucraniarussiasancoesueputinporoshenko

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas