Suspeitos de ataque à ativista Malala são presos no Paquistão

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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A adolescente foi atacada em outubro de 2012 aos 15 anos e manteve campanha pelos direitos à educação de muçulmanas

BBC

O exército do Paquistão anunciou nesta sexta-feira (12) ter prendido dez pessoas suspeitas de envolvimento no ataque contra a adolescente Malala Yousafzai em outubro de 2012.

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Reuters
Além de Malala, militantes tinham lista com 22 nomes de ativistas que planejavam atacar


Paquistão: Em carta, comandante do Taleban pede a Malala para se unir ao Islã

Malala, que foi alvo do ataque quando tinha 15 anos, ganhou fama mundial após o ataque, mantendo sua campanha pelos direitos à educação de muçulmanas. Ela foi indicada ao Nobel da Paz e considerada uma das pessoas mais influentes de 2013 pela revista americana Time.

No ataque, um grupo de homens armados, supostamente ligado à milícia Talebã, entrou num ônibus que levava Malala a sua escola no Vale de Swat, região no nordeste do Paquistão. Eles atiraram, ferindo gravemente a ativista na cabeça. Outras duas garotas também ficaram machucadas.

Levada para a Grã-Bretanha para passar por cirurgias e se recuperar, Malala decidiu permanecer no país por temer as ameaças do Talebã contra ela e sua a sua família.

Lista de alvos

"O grupo envolvido no ataque a Malala Yousafzai foi preso", afirmou o porta-voz do Exército, general Asim Bajwa, em uma coletiva.

Ele disse que os dez acusados de tentar matar a ativista - pertencentes a uma facção conhecida como Shura, que faria parte do Talebã paquistanês - foram presos em uma operação conjunta de Exército, polícia e serviços de inteligência paquistaneses.

Bajwa disse ainda que o grupo trabalhava sob instruções do mulá Fazlullah, o chefe do Talebã no Paquistão. Ao apreender os homens, o Exército encontrou uma lista de 22 ativistas proeminentes da região do Vale do Swat que o grupo planejava atacar após Malala.

Eles estão sendo interrogados e irão para um tribunal antiterrorismo em breve, de acordo com o porta-voz. Malala Yousafzai já havia se tornado conhecida por exigir o direito de educação para garotas no Paquistão antes mesmo do ataque que quase a matou.

Ela chamou a atenção em 2009 ao escrever um diário para a BBC Urdu, o serviço paquistanês da BBC, que falava da vida sob o domínio de militantes talebãs que controlam o vale. Em 2013, Malala recebeu o prestigiado prêmio europeu Sakharov, de direitos humanos.

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