Rússia teme sanções do Ocidente sobre refinarias e prevê escassez de gasolina

Por Reuters |

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As sanções mais recentes tiveram como alvo a tecnologia para a exploração de petróleo no Ártico e projetos de óleo de xisto

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Qualquer nova sanção do Ocidente que tenha como alvo o fornecimento de tecnologia para a modernização de refinarias de petróleo na Rússia pode ocasionar falta de gasolina, disse um representante do ministério de Energia russo nesta sexta-feira (12).

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As mais recentes sanções do Ocidente, impostas nesta sexta, tiveram como alvo tecnologia para a exploração de petróleo no Ártico russo e projetos de óleo de xisto.

Yury Zolotnikov, um subchefe do departamento de refino de óleo, disse que seu ministério já previa a falta de gasolina no ano que vem e em 2016, com a Rússia em um "perigoso equilíbrio" de produção, apenas marginalmente maior do que o consumo.

"Até agora, não houve tais sanções, mas elas obviamente podem criar problemas para a modernização de refinarias", disse Zolotnikov em uma entrevista.

Sanções limitaram a capacidade de companhias russas de captar recursos em mercados de capitais ocidentais e prejudicaram a Rosneft, maior produtora de petróleo russa, que já teve que realizar demissões por conta das quedas de produção.

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. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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A Rússia é particularmente dependente do Ocidente para componentes catalisadores, equipamento de refino e turbinas a gás, o que significa que o complexo trabalho de modernização de refinarias para melhorar a qualidade do combustível é visto como quase impossível sem o acesso às especialidades ocidentais.

A Rosneft precisa investir mais de 21 bilhões de dólares anualmente até 2017 para operar novos campos e atualizar refinarias. A empresa disse na semana passada que planejava substituir todas as importações de equipamento e tecnologia do Ocidente por conta das sanções.

Em maio, o ministro de Energia, Alexander Novak, pediu ao presidente Vladimir Putin que aumentasse o financiamento para produtores domésticos, considerando que um quarto de todo o equipamento utilizando na melhoria da produção de petróleo era importando. Os esforços de modernização, segundo estimativas, devem custar 55 bilhões de dólares nesta década.

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Zolotnikov disse que as refinarias russas são incapazes de aumentar consideravelmente a produção nos próximos dois anos, o que pode ocasionar falta de gasolina. Ele acrescentou que o número cada vez maior de acidentes e trabalhos de manutenção rotineira em refinarias também indicam problemas de abastecimento.

De acordo com dados apresentados por ele, a produção de gasolina nos graus 3, 4 e 5 na Rússia deve chegar a 38 milhões de toneladas em 2014, e chegaria a apenas a 38,3 milhões em 2015 e 38,8 milhões em 2016.

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