EUA prometem US$ 500 milhões em ajuda a afetados por guerra na Síria

Por Reuters |

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Pacote inclui 250 milhões de dólares 'para ajudar os refugiados e comunidades de apoio nos países vizinhos', anunciou Kerry

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O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, anunciou nesta sexta-feira (12) ajuda humanitária de cerca de 500 milhões de dólares para as pessoas e países afetados pela guerra civil na Síria.

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O pacote de ajuda inclui mais de 250 milhões de dólares "para ajudar os refugiados e comunidades de acolhimento nos países vizinhos afetados pela crise", disse Kerry em comunicado.

Há cerca de 3 milhões de refugiados sírios registrados em países vizinhos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mas muitos continuam deslocados na própria Síria por causa do avanço dos militantes islâmicos ou estão tendo dificuldade para chegar a passagens de fronteira abertas.

A agência de refugiados da ONU (Acnur) disse há duas semanas que quase metade de todos os sírios tinham sido forçados a deixar suas casas por causa do conflito, e um total de 6,5 milhões estariam deslocadas dentro da Síria.

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As maiores concentrações de refugiados em países vizinhos estão no Líbano (1,17 milhão), Turquia (830 mil) e Jordânia (613 mil), de acordo com o Acnur. Outros 215.000 estão no Iraque, Egito e outros países.

Apoio

O líder republicano da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos expressou seu apoio à campanha liderada pelo presidente Barack Obama contra os militantes do Estado Islâmico, mas membros de seu partido questionaram se o plano, que depende basicamente de realizar ataques aéreos e armar sírios rebeldes, é forte o suficiente.

Obama enviou um grupo de altos funcionários do governo para o Capitólio para persuadir o Congresso dos Estados Unidos a ampliar as operações contra os militantes sunitas, incluindo ataques aéreos dos EUA na Síria pela primeira vez e mais conselheiros militares no Iraque.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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Em um discurso televisionado na quarta-feira à noite, o presidente democrata declarou que lideraria uma aliança para erradicar o Estado Islâmico, mergulhando os Estados Unidos em dois conflitos em que quase todos os países do Oriente Médio têm uma participação.

A Casa Branca argumentou que Obama não precisa de uma autorização formal do Congresso para a empreitada, mas quer o apoio dos congressistas para mostrar uma frente unida contra os adversários.

O presidente da Câmara, John Boehner, disse que Obama tinha feito uma "persuasão convincente pela ação", mas afirmou que o presidente deve fornecer aos republicanos mais detalhes sobre sua estratégia. "É importante dar ao presidente o que ele pediu", disse ele em entrevista coletiva.

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Os líderes republicanos do Congresso em geral apoiam os planos de Obama, mas devem trabalhar para unir as várias facções dentro do seu partido, incluindo membros profundamente céticos quanto à liderança e os gastos dos planos de Obama e outros que querem que os Estados Unidos reduzam drasticamente seu envolvimento militar fora do país.

Boehner disse que os membros republicanos da Casa têm dúvidas sobre se o plano de Obama pode cumprir sua missão de destruir um grupo militante cujos combatentes mataram milhares de pessoas nos últimos meses.

"Um F-16 não é uma estratégia. E ataques aéreos por si só não vão conseguir o que estamos tentando atingir. O presidente deixou claro que ele não quer pôr os pés no chão, bem então os pés de alguém terão de pisar no terreno", disse o representante de Ohio.

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O Estado Islâmico é um grupo sunita que abarca uma visão radical de um Oriente Médio governado por preceitos do século 7. Seus combatentes lutam contra um governo liderado pelos xiitas no Iraque e um governo liderado pelo presidente sírio Bashar al-Assad, um seguidor de uma ramificação do islamismo xiita.

Boehner disse que nenhuma decisão tinha sido tomada sobre como a Casa pode votar pedido de Obama para autorização de financiamento de 500 de milhões de dólares em financiamentos para armar e treinar rebeldes moderados que travam três anos de uma longa guerra contra Assad.

Leia: Saiba mais sobre a ação do Estado Islâmico

Um porta-voz disse que a Casa Branca gostaria que o Congresso incluísse a autorização em um projeto de lei para financiar as operações do governo, pedindo uma resolução perene, que deve ser voltada na próxima semana.

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