Um dia após secretário de estado dizer que conflito é contra-terrorismo, Casa Branca e Pentágono confirmam que é guerra

O discurso não deixou isso claro, portanto os EUA preferiram enfatizar e oficializar a mensagem transmitida aos americanos pelo presidente Barack Obama na última quarta-feira (10): o país está realmente em guerra contra o Estado Islâmico.

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Quem enfatizou o discurso foi o secretário de imprensa da Casa Branca, Josh Earnest, nesta sexta-feira (12). "Estamos em guerra contra o EI da mesma forma que estamos com a Al Qaeda", disse ele rapidamente a jornalistas.

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"Não é como a guerra contra o Iraque em 2002", afirmou pouco antes o porta-voz do Pentágono, John Kirby, usando termos semelhantes. "Mas, para não cometer erros, sabemos que estamos em guerra contra o Estado Islâmico da mesma forma que estamos e continuaremos a estar contra Al Qaeda e seus afiliados."

Antes desta sexta, a administração da Casa Branca, incluindo o presidente do país, vinha evitando caracterizar o conflito como uma guerra. Foi o que disse, por exemplo, o secretário de estado norte-americano, John Kerry, ao afirmar que não iria tão longe para caracterizar o conflito.

"Este é um nível elevado de campanha contra o terrorismo, que vai ter seu próprio ritmo, sua própria dinâmica, mas é contra-terrorismo", disse na quinta-feira (11). Agora, no entanto, é oficial. É guerra.

*Com agências de notícias

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