Apoio escocês por independência derrapa a poucos dias do referendo, diz pesquisa

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Permanência da Escócia no Reino Unido volta a ter vantagem de 4 pontos percentuais sobre separação, segundo o YouGov

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Os partidários da manutenção de Escócia no Reino Unido voltaram a ter uma vantagem de 4 pontos percentuais sobre os separatistas, mostrou uma pesquisa do YouGov nesta sexta-feira (12), a menos de uma semana para os eleitores votarem em um referendo sobre a independência.

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Ativista Lloyd Quinan pinta cartazes em um escritório de Edimburgo, Escócia (11/09)


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A pesquisa YouGov para os jornais The Times e Sun apontou o apoio pela união em 52%, ante um apoio de 48% pela independência, excluindo aqueles que disseram não saber como votariam.

"A campanha do 'não' voltou à liderança na Escócia", disse o presidente do YouGov, Peter Kellner, sobre a pesquisa. "Esta é a primeira vez que o ‘não’ tem conquistado espaço desde o começo de agosto."

Mais tarde, uma outra pesquisa, do instituto ICM para o jornal The Guardian, mostrou 51% de apoio aos partidários do não contra 49% para aqueles em favor da independência, excluindo as pessoas que disseram que "não sabiam como iriam votar". Essa sondagem revelou que 17 por cento dos eleitores ainda não se decidiram.

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A indicação de que o apoio para manter o Reino Unido intacto tem leve liderança na Escócia traz pouco conforto para os unionistas, considerando que o cenário geral pintado pelas últimas pesquisas é o de que a votação será apertada.

Pesquisas do YouGov e da TNS mostraram uma repentina alta no apoio pela independência desde o fim de agosto, à medida que a campanha separatista liderada por Alex Salmond conquistava simpatizantes dentro do partido Trabalhista, que em geral apoia a união, e entre as eleitoras na Escócia.

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Até agora apenas uma pesquisa neste ano, da YouGov, colocou os separatistas na frente, no fim de semana passado. Essa sondagem, com margem de erro de 2 a 3 pontos percentuais para mais ou para menos, mostrou uma liderança de 2 pontos percentuais da campanha pró-independência.

"Embora o 'não' tenha voltado à frente, a campanha do 'sim' manteve a maior parte de seus ganhos desde o começo de agosto", disse Kellner sobre o estudo, que entrevistou 1.268 pessoas na Escócia entre terça e quinta-feira.

O repentino colapso da forte liderança da campanha pela união levou investidores a venderem libras, ações em companhias com exposição na Escócia e títulos do governo britânico, por temores de que o Reino Unido pudesse se cindir.

No caso da vitória pela independência em 18 de setembro, a Grã-Bretanha e a Escócia teriam que começar a trabalhar sobre a divisão da economia britânica de 2,5 trilhões de dólares, do petróleo do Mar do Norte e da dívida nacional, ao passo que o primeiro-ministro David Cameron enfrentaria pressão para renunciar.

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