Relatório foi descrito pela própria entidade como a primeira documentação aprofundada dos incidentes após os conflitos

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A Human Rights Watch acusou Israel de cometer crimes de guerra ao atacar três escolas das Nações Unidas na Faixa de Gaza durante os combates de julho e agosto, matando civis palestinos que buscaram abrigo lá.

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Palestina passa por parede de farmácia danificada durante a ofensiva israelense em Gaza (10/09)
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Palestina passa por parede de farmácia danificada durante a ofensiva israelense em Gaza (10/09)

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A ONG, com sede em Nova York, publicou um relatório nesta quinta-feira (11) descrito por ela mesma como a primeira documentação aprofundada dos incidentes, que aconteceram durante um conflito de 50 dias entre Israel e militantes palestinos, encerrado COM um cessar-fogo em 26 de agosto.

"Três ataques israelenses que danificaram escolas de Gaza que abrigavam pessoas desabrigadas causaram diversas baixas civis em violação às leis de guerra", disse A HRW no relatório, baseado em entrevistas com testemunhas e pesquisa de campo no enclave dominado pelo Hamas.

O grupo também disse estar cético sobre a credibilidade de cinco investigações criminais anunciadas pelos militares de Israel na quarta-feira sobre suas operações de guerra em Gaza.

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A HRW disse que 45 pessoas, incluindo 17 crianças, foram mortas dentro ou perto das "bem-sinalizadas escolas" nos ataques de 24 de julho no norte de Gaza, em 30 de julho no campo de refugiados de Jabalya e em 3 de agosto em Rafah, sul do enclave.

Crime

Tropas israelenses mataram à bala um palestino na quarta durante uma incursão em um campo de refugiados na Cisjordânia, disseram médicos palestinos e militares israelenses.

Os soldados, em missão para deter um militante do Hamas, foram confrontados por cerca de 50 palestinos lançando pedras, bombas incendiárias e pneus em chamas contra eles, segundo uma porta-voz dos militares israelenses.

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Israel e o Hamas, grupo islamista que controla a Faixa de Gaza, enfrentaram-se em uma guerra de sete semanas em julho e agosto.

Os médicos disseram que o homem morto, de 22 anos, chamava-se Issa al Qitri, e que recebeu um tiro no coração no campo de al-Amari, perto da cidade de Ramallah.

A porta-voz dos militares israelenses disse que ele foi alvejado enquanto tentava lançar um explosivo contra os soldados.

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Os palestinos querem que a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental façam parte de um Estado próprio no futuro. As negociações de paz com Israel, que capturou esses territórios em 1967, foram interrompidas em abril.

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