Corpo de homem acusado de trabalhar para agência Mossad foi encontrado na Península do Sinai, no território egípcio

Reuters

Residentes da Península de Sinai, no Egito, disseram nesta quarta-feira (10) ter encontrado um cadáver decapitado com uma nota assinada por um grupo militante islâmico ligado à Síria e ao Estado Islâmico, acusando a vítima de ser um espião israelense.

Veja fotos de ações dos militantes do Estado Islâmico no Iraque:

A decapitação é a oitava em menos de um mês reivindicada pelo grupo no Sinai, em uma onda de assassinatos brutais aparentemente inspirados nos cometidos pelo Estado Islâmico. O grupo que age no Iraque e na Síria tem sido condenado internacionalmente por suas atrocidades e se tornou alvo de ataques aéreos dos EUA.

Moradores de um vilarejo ao sul da cidade de Sheikh Zuweid, no norte do Sinai, disseram que o corpo decapitado tinha uma nota assinada pelo grupo Ansar Bayt al-Maqdis, dizendo que a vítima era um agente da agência de espionagem israelense Mossad.

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"Este é o destino de todos que se provarem traidores de sua pátria", disse o grupo na nota, de acordo com os moradores. Um comandante do Ansar disse na semana passada que o Estado Islâmico, um grupo egresso da Al Qaeda, tem assessorado o grupo com sede em Sinai sobre como operar de forma mais eficaz.

O Estado Islâmico tem alarmado a comunidade internacional com sua rápida expansão e extrema violência, incluindo decapitações de dois jornalistas norte-americanos, além de matar e muitas vezes enterrar vivos centenas de iraquianos da minoria Yazidi.

Autoridades da inteligência egípcia disseram que o Estado Islâmico também está influenciando militantes do país baseados perto da fronteira com a Líbia.

Militantes islâmicos de linha dura intensificaram os ataques contra policiais e soldados desde que o Exército derrubou no ano passado o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, após protestos em massa contra seu governo.

O Egito acusa a Irmandade Muçulmana de se tornar violenta após a deposição de Mursi, mas o movimento tem condenado publicamente o extremismo do passado e diz continuar comprometido com meios pacíficos para derrubar o governo.

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