Explosão de uma bomba caseira em supermercado afetou audição de Edith Mardones Gamboa, que já recebeu alta

Um dia após uma explosão no metrô de Santiago, capital do Chile, deixar 14 feridos, outra detonação de bomba reacendeu os temores de ataques terroristas no país, desta vez em Viña del Mar, no litoral, nesta terça-feira (9). As informações são do periódico La Nación.

Segunda: Ato terrorista deixa ao menos oito feridos em metrô do Chile

Peritos analisam local onde bomba explodiu em Viña del Mar, Chile
Reprodução/Twitter
Peritos analisam local onde bomba explodiu em Viña del Mar, Chile


2010: Bomba explode em porto chileno de Valparaíso

A bomba explodiu em um supermercado da rede de comércio Totus Gómez Carreño da comuna litorânea que faz parte da província de Valparaíso, importante centro turístico chileno.

Segundo a polícia, a explosão deixou uma trabalhadora ferida, que foi identificada como Edith Mardones Gamboa, 43 anos. Ela é uma das responsáveis ​​pela limpeza do estabelecimento, que sofreu um dano no ouvido e outros ferimentos por causa da bomba.

Fontes afirmam que o dispositivo estaria em uma garrafa de plástico cheia de material explosivo, moedas e outros objetos de metal e ácido muriático, que explodiu quando o operador da máquina manipulava uma caçamba de lixo no estacionamento do local.

A mulher foi levada a um hospital, onde recebeu atendimento médico e teve alta algumas horas mais tarde.

Veja fotos da explosão no metrô do Chile

Atentado no metrô
A presidente do Chile aumentou as medidas de segurança e ampliou os poderes para investigar a explosão em metrô da capital que aconteceu na segunda-feira e deixou 14 feridos no pior ataque desse tipo no país desde que a democracia retornou, em 1990.

Funcionários disseram que estão investigando se grupos anarquistas, responsáveis por uma onda de atentados em Santiago, estariam por trás do ataque de segunda em um restaurante fast-food ao lado de uma movimentada estação de metrô.

"Aqueles que realizam esses atos acham que vão nos assustar, mas nós não vamos deixar que um pequeno grupo terrorista e covarde assuste a grande maioria que quer um país pacífico", disse a presidente Michelle Bachelet após reunião.

"Eu instruí o ministro do Interior para reforçar a segurança no sistema de metrô e em locais onde muitas pessoas se reúnem", disse Michelle. "A coordenação entre a polícia e os organismos de inteligência será a chave para a obtenção de resultados concretos nas investigações. Nossa mão não vai tremer com esses tipos de atos."

*Com AP

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