Anistia Internacional diz ter provas de crimes de guerra cometidos na Ucrânia

Por Reuters |

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Secretário-geral da OSCE disse em Moscou que separatistas e batalhão de Kiev cometeram abusos contra direitos humanos

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A Anistia Internacional disse nesta quarta-feira (10) ter documentos que provam crimes de guerra cometidos por ambos os lados do conflito entre forças ucranianas e separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia.

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O secretário-geral da OSCE - organização de defesa dos direitos humanos -, Salil Shetty, disse em uma coletiva de imprensa em Moscou que alguns separatistas, apoiados por tropas russas, e o batalhão ucraniano cometeram abusos contra os direitos humanos em meio ao conflito que já dura cinco meses.

Citando imagens de satélite e relatos de testemunhas, Shetty disse que o envolvimento da Rússia na violência no leste ucraniano significa que o país é parte no conflito, que poderia ser responsabilizado no caso da ocorrência de crimes de guerra.

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"Nós temos repetidamente levantado a questão de crimes de guerra, e em nosso relatório mais recente temos evidência documentada de crimes de guerra de ambos os lados", afirmou Shetty, repetindo as denúncias em Moscou, onde as autoridades tem negado envolvimento no conflito ucraniano.

Shetty disse que a organização pediu audiências com o presidente russo, Vladimir Putin, e o chanceler, Sergei Lavrov, mas nenhum dos dois concordou em recebê-lo ou responder às acusações.

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. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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A Rússia tem negado ser uma das partes envolvidas no conflito e recusou as denúncias de que tenha enviado soldados e armas em apoio aos separatistas.

Shetty disse que as violações de direitos humanos, incluindo espancamentos e sequestros, foram perpetradas por separatistas "que sabemos estarem sendo apoiados por forças russas" e pelo batalhão ucraniano Aidar, um grupo voluntário de defesa do território.

Ele também pediu a abertura de uma investigações sobre as acusações de ambos os lados sobre o bombardeio indiscriminado com o uso de morteiros, que levou à morte de 1 mil civis.

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Sanções

A União Europeia tem de ir em frente com o anúncio de novas sanções econômicas contra a Rússia, disse nesta quarta a chanceler alemã, Angela Merkel, acrescentando que, de qualquer modo, elas poderão ser suspensas se houver progressos substanciais no sentido de um plano de paz para a Ucrânia.

"Em vista da situação atual, que, de fato, trouxe uma melhoria em relação às atividades militares - não é um cessar-fogo 100 por cento, mas é uma melhoria -, e a falta de clareza em muitos outros pontos que citei, somos a favor de que essas sanções sejam implementadas agora", declarou Merkel ao Parlamento alemão.

A chanceler acrescentou que a Alemanha seria "a primeira" a recomendar a suspensão das sanções se um plano de paz de 12 pontos para a Ucrânia for implementado.

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A União Europeia aprovou novas sanções na segunda-feira, mas adiou sua implementação para avaliar o cessar-fogo. Embaixadores da UE reúnem nesta quarta-feira para discutir os próximos passos.

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