Novo governo é marco para Iraque, dizem Estados Unidos

Por BBC |

compartilhe

Tamanho do texto

Aprovação de gabinete de novo premiê, Haidar al-Abadi, é tida como crucial por americanos no combate ao Estado Islâmico

BBC

Os Estados Unidos classificaram a criação de um governo de unidade no Iraque como um "grande marco" para o país e um passo crucial na luta contra o grupo extremista sunita Estado Islâmico (EI).

O presidente Barack Obama esteve entre os primeiros a congratular, pelo telefone, o novo premiê iraquiano, Haidar al-Abadi. Segundo a Casa Branca, al-Abadi se disse comprometido em trabalhar em conjunto com todas as comunidades do Iraque - e junto a parceiros internacionais para combater o "inimigo comum".

O secretário de Estado americano, John Kerry, elogiou o caráter "inclusivo" do novo premiê e é aguardado no Oriente Médio nesta terça-feira para ajudar a construir a "maior coalizão de parceiros possível" para derrotar o Estado Islâmico (EI).

Membros do Exército feminino treinam habilidades de combate antes de combaterem o Estado Islâmico em acampamento militar no Iraque (18/09). Foto: ReutersMilitar curdo lança morteiros em direção Zummar, controlada pelo Estado Islâmico, em Mosul, Iraque (15/09). Foto: ReutersMilitantes do Estado Islâmico levam soldados iraquianos capturados depois de assumir base em Tikrit, Iraque (junho/2014). Foto: APObama prometeu ofensiva com ataques aéreos na Síria e no Iraque para combater EI (12/09). Foto: ReutersMilitares curdos em tanque enfrentam militantes do Estado islâmico em Mosul, Iraque (7/09). Foto: ReutersMilitante curdo dá cobertura durante confrontos do Estado Islâmico na linha de frente da vila de Buyuk Yeniga, Iraque (4/09). Foto: ReutersMilicianos xiitas do Iraque disparam suas armas enquanto celebram a quebra de cerco do Estado Islâmico em Amerli (1/09). Foto: ReutersGrupo carrega caixão de militante xiita iraquiano da Organização Badr, que foi morto em confrontos com militantes do Estado Islâmico no Iraque (1/09). Foto: ReutersCriança chora em helicóptero militar após ser retirada pelas forças iraquianas de Amerli, ao norte de Bagdá (29/08). Foto: ReutersCurdos e militantes islâmicos lutam no norte do Iraque (12/08). Foto: ReutersIraquianos carregam retratos do primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki enquanto se reúnem em apoio a ele em Bagdá, Iraque (11/08). Foto: ReutersMilhares de iraquianos fugiram com avanço de militantes do EI, inclusive integrantes de minorias religiosas (9/08). Foto: APTropas curdas implantam segurança intensa contra os militantes islâmicos do Estado em Khazer (8/08). Foto: ReutersTropas curdas patrulham em um tanque durante operação contra militantes do Estado Islâmico em Makhmur, nos arredores da província de Nínive, Iraque (7/08). Foto: ReutersParentes choram a morte de homem da YPG, morto durante confrontos com combatentes do Estado Islâmico na cidade iraquiana de  Rabia, na fronteira do Iraque-Síria (6/08). Foto: ReutersVoluntários xiitas do Exército iraquiano se recuperam em hospital após serem feridos em confrontos com militantes do Estado Islâmico em Basra, sudeste de Bagdá (6/08). Foto: ReutersMulher visita túmulo de um parente em cemitério durante as celebrações do Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã, em Bagdá (28/07). Foto: ReutersSoldado iraquiano perto de corpo de um membro do Estado Islâmico que morreu durante confrontos com forças iraquianas em Tikrit, Iraque (19/07). Foto: ReutersBandeira preta usada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante flamula de delegacia danificada em Mosul, norte do Iraque (1/7). Foto: APVoluntário xiita do Conselho Supremo Islâmico Iraquiano aponta arma durante treinamento em Najaf, Iraque (26/6). Foto: ReutersMembros das forças de segurança iraquianas tomam suas posições durante reforço de segurança no oeste de Bagdá, Iraque (24/6). Foto: ReutersXiitas iraquianos se preparam para patrulhar a aldeia de Taza Khormato, na rica província petrolífera de Kirkuk, no Iraque (22/6). Foto: APCombatentes xiitas levantam suas armas e entoam palavras de ordem após autoridades pedirem ajuda para conter os insurgentes em Sadr, em Bagdá, Iraque (17/06). Foto: APManifestantes gritam em favor do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em frente do governo provincial de Mosul (16/4). Foto: APCombatentes tribais xiitas mostram suas armas enquanto tomam parte de Dujail, ao norte de Bagdá, Iraque (16/06). Foto: ReutersCombatentes tribais xiitas levantam suas armas e gritam palavras de ordem contra sunita Exército Islâmico em Basra, Iraque (16/6). Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL mirando contra soldados à paisana depois de tomar base in Tikrit, Iraque. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque
. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

O Parlamento iraquiano aprovou um novo gabinete comandado pelo primeiro-ministro xiita, Haider al-Abadi, que optou por dividir o poder com as minorias sunita e curda.

Após semanas de impasse político no país, o Parlamento iraquiano aprovou o novo gabinete formado por al-Abadi, que terá dois vices, o sunita Saleh al-Mutlak e o curdo Hoshyar Zebari.

Com o gabinete, Haider al-Abadi indica uma mudança nos rumos da política iraquiana. No mês passado, o então primeiro-ministro, Nouri Maliki, renunciou ao cargo sob alegações de que estaria "alimentando tensões sectárias" no Iraque.

O gabinete de governo, no entanto, ainda tem vagas a serem preenchidas – ele prometeu anunciar os novos ministros do Interior e da Defesa até a próxima semana.

Novo governo

Há uma grande expectativa sobre a repercussão da formação do novo governo entre os vários sunitas que se juntaram às fileiras do EI. Muitos grupos haviam dito que estariam dispostos a largar o EI assim que vissem os direitos sunitas garantidos em uma nova reforma política em Bagdá.

A reforma política desejada pelos sunitas começou a vir com as nomeações no gabinete de Haidar al-Abadi, que além dos vices-primeiros ministros, já anunciou Adel Abdul Mahdi, da Suprema Corte Islâmica, como Ministro do Petróleo, e o antigo premiê Ibrahim Jaafari como Ministro das Relações Exteriores.

Na frente de combate, as forças do governo iraquiano disseram que haviam conseguido expulsar combatentes do Estado Islâmico de uma grande área ao redor da barragem estratégica de Haditha, ajudados por ataques aéreos dos Estados Unidos.

Tropas do governo e milícias também retomaram o domínio de Barwana, no leste de Haditha – que estava tomada pelo EI. Os rebeldes islâmicos abandonaram as armas e veículos e se retiraram da região, segundo relatos locais.

Também na segunda-feira, soldados do Estado Islâmico atacaram uma cidade ribeirinha ao norte de Bagdá, matando pelo menos 16 pessoas e deixando 30 feridos.

O avanço dos rebeldes tem preocupado os Estados Unidos – membros do EI anunciaram a criação de um "califado" ou governo islâmico, nas áreas dominadas por eles do Iraque e da Síria.

O presidente americano Barack Obama irá anunciar nesta quarta-feira, na véspera do 13º aniversário dos atentados terroristas de 11 de Setembro, um plano de combate ao Estado Islâmico.

Enquanto isso, o secretário geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, fez um apelo aos membros da entidade para enfrentarem o EI em todos os níveis possíveis. Ele pediu uma "decisão clara e firme por um enfrentamento compreensivo contra esse grupos cancerosos e terroristas" em uma reunião com os líderes dos outros países da Liga no Cairo.

Leia tudo sobre: eiil no iraqueEUAEstados UnidosNovo Governo

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas