Sanções econômicas vigoram no país centro-americano há 55 anos; relatório com os prejuízos será entregue à ONU

Reuters

As sanções econômicas dos EUA contra Cuba custaram ao país centro-americano US$ 3,9 bilhões (R$ 8,92 bilhões) no comércio exterior somente no ano passado, ajudando a elevar a estimativa global dos prejuízos econômicos para US$ 116,8 bilhões (R$ 267,03) ao longo dos últimos 55 anos, anunciou Cuba, nesta terça-feira (9).

Dilma observa o presidente Barack Obama, cumprimentar o mandatário cubano, Raúl Castro
Reuters
Dilma observa o presidente Barack Obama, cumprimentar o mandatário cubano, Raúl Castro

Os números foram publicados em um relatório que o país comandado por Raúl Castro prepara para a Organização das Nações Unidas (ONU) a cada ano ao pedir uma resolução para acabar com o abrangente embargo econômico dos EUA e outras sanções contra o governo comunista de Cuba.

As Nações Unidas aprovaram a resolução por 22 anos consecutivos com esmagador apoio. No ano passado, no entanto, o resultado da votação foi de 188 a 2, com apenas EUA e Israel votando contra a resolução.

Embora muitos aliados dos EUA se juntem a Washington para criticar o sistema de partido único de Cuba e a repressão a opositores políticos, os norte-americanos perderam quase todo o suporte internacional para o embargo desde o colapso da União Soviética, em 1991. Nenhuma outra nação além da comandada por Barack Obama mantém embargo econômico contra o país.

Cuba, por sua vez, usa o embargo para conter o descontentamento interno com uma economia estagnada. "Não existe, e não tem havido no mundo, tamanha violação aterrorizante e vil dos direitos humanos de todo um povo do que o bloqueio liderado pelo governo dos EUA contra Cuba há 55 anos", disse o vice-ministro de Relações Exteriores, Abelardo Moreno, a jornalistas.

Depois que Fidel Castro chegou ao poder em Cuba, em 1959, os EUA impuseram sanções iniciais, em 1960, seguidas por um embargo total, em 1961.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.