Rússia ameaça fechar espaço aéreo em resposta a sanções por crise na Ucrânia

Por Reuters |

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Ação faria parte de resposta "assimétrica" às novas sanções da União Europeia por conta da crise ucraniana, diz premiê russo

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A Rússia sugeriu nesta segunda-feira (8) que pode proibir companhias aéreas ocidentais de sobrevoar seu território como parte de uma resposta "assimétrica" às novas sanções da União Europeia por conta da crise na Ucrânia.

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AP
O presidente russo, Vladimir Putin, se reúne com o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, à dir., nos arredores de Moscou


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Culpando o Ocidente por prejudicar a economia russa ao aplicar sanções "idiotas", o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, disse que Moscou irá adotar medidas para reduzir sua dependência de importações, começando com um aumento na produção de aeronaves nacionais.

Medvedev deu a entender que a Rússia deveria ter reagido com mais força às ações dos Estados Unidos e da UE para punir Moscou por seu papel na Ucrânia, afirmando que seu país foi paciente demais no pior confronto com o Ocidente desde a Guerra Fria.

"Se houver sanções relacionadas ao setor energético, ou novas sanções ao setor financeiro da Rússia, teremos que reagir assimetricamente", declarou ele ao jornal russo Vedomosti, acrescentando que as empresas de aviação de "países amigos" terão permissão de sobrevoar a Rússia.

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"Caso as companhias aéreas ocidentais tiverem que contornar nosso espaço aéreo, isso pode levar aquelas com dificuldades à falência. Não é esse o caminho. Esperamos que nossos parceiros percebam isso em algum momento", disse ele na entrevista.

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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Depois de insinuar que adiaria a imposição de novas sanções para dar a Moscou tempo de mostrar que está resolvendo o conflito ucraniano, a UE declarou que irá levar adiante a aplicação das novas medidas ainda nesta segunda.

A frágil trégua acordada na sexta na Ucrânia pouco serviu para convencer os países ocidentais de que a Rússia está comprometida a solucionar o conflito.

Os bombardeios recomeçaram perto do porto de Mariupol no sábado, poucas horas depois de o presidente russo, Vladimir Putin, e seu colega ucraniano, Petro Poroshenko, concordarem em uma conversa telefônica que a trégua estava em vigor. O cessar-fogo se mantinha em grande parte nesta segunda-feira, apesar de violações esporádicas.

Acordo: Cessar-fogo se mantém no leste da Ucrânia neste sábado

Alternativas comerciais

Medvedev, que era visto como um contraponto liberal em relação a Putin e vem empregando um tom cada vez mais áspero, reconheceu que a economia russa se depara com problemas, mas sustenta que as sanções estimularam os esforços da Rússia para se tornar mais autossuficiente, inclusive na produção de aeronaves.

A Rússia "deve, claro, continuar aumentando o número de aeronaves e peças produzidas no país", disse o premiê, segundo a agência de notícias RIA.

Sexta: Governo da Ucrânia assina acordo de trégua com rebeldes pró-russos

O vice-primeiro-ministro, Dmitry Rogozin, disse que Rússia e China pretendem assinar um acordo em outubro para a produção conjunta de uma aeronave de grande porte e que os russos planejam dobrar a fabricação do caça Sukhoi.

Ele não deu detalhes da parceria em potencial com Pequim, mas a Rússia vem ampliando a cooperação com a Ásia em muitas áreas para reduzir sua dependência da Europa e dos EUA no momento em que as sanções começam a surtir efeito.

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