Cerca de 700 crianças foram mutiladas ou mortas, diz o orgão; grupos que combatem extremistas também usariam menores

Uma enviada da ONU afirma que até 700 crianças foram mortas ou mutiladas no Iraque desde o início do ano, "inclusive em execuções sumárias."

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Leila Zerrougui discursa durante sessão especial sobre o Iraque no Conselho de Direitos Humanos, sediada em Genebra, Suíça (1/09)
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Leila Zerrougui discursa durante sessão especial sobre o Iraque no Conselho de Direitos Humanos, sediada em Genebra, Suíça (1/09)


EUA: Barack Obama prepara 'plano de ação' contra Estado Islâmico

Leila Zerrougui, representante especial da ONU para a infância e conflitos armados, disse ao Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (8) que está "chocada" com a morte de civis, incluindo crianças, pelo grupo militante Estado Islâmico que agora controla uma grande área do Iraque e na Síria.

De acordo com ela, o grupo extremista ordena que meninos de até 13 anos de idade portem armas, protejam locais estratégicos ou prenda civis. Os extremistas também usam crianças como homens-bomba, segundo Leila.

A representante disse que seu escritório também recebeu relatos de que milícias aliadas às forças do Iraque também usam crianças iraquianas na luta contra os extremistas do grupo Estado Islâmico.

Ataques na Síria

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Aviões de guerra do governo sírio mataram pelo menos 60 civis, incluindo mais de dez crianças, em dois dias de ataques sobre território em poder do grupo Estado Islâmico no fim de semana, disseram ativistas da oposição nesta segunda.

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Forças militares do presidente Bashar al-Assad intensificaram uma campanha aérea nos últimos três meses contra o grupo sunita. Os ataques aéreos sírios atingiram uma série de alvos do Estado Islâmico, mas também vêm matando muitos civis em território sob controle do grupo.

O número de vítimas inclui 41 mortos durante ataques aéreos no sábado que atingiram uma padaria administrada pelo Estado Islâmico na cidade de Raqqa, reduto do grupo, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, grupo com sede na Grã-Bretanha.

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Foram mortos ainda outros 19 civis na província de Deir al-Zor, no leste, que faz fronteira com o Iraque e, como a província de Raqqa, é quase totalmente controlada por militantes do Estado Islâmico.

O Observatório, que monitora a violência na Síria por meio de uma rede de fontes de ambos os lados, não disse quantos militantes foram mortos nos ataques, mas em um balanço anterior afirmou que pelo menos 15 morreram nos ataques a Raqqa.

Um ativista de Raqqa disse à Reuters que os mortos no bombardeio incluem oito membros de uma família e quatro de uma outra, cujos restos não foram encontrados.

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Mais de 190 mil pessoas foram mortas desde o início do conflito da Síria, há mais de três anos, de acordo com as Nações Unidas. O número de mortes diariamente de bombardeios, tiroteios, ataques aéreos e execuções supera em geral mais de 200.

*Com AP e Reuters

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