Estado Islâmico usa crianças em ataques suicidas no Iraque, segundo a ONU

Por iG São Paulo |

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Cerca de 700 crianças foram mutiladas ou mortas, diz o orgão; grupos que combatem extremistas também usariam menores

Uma enviada da ONU afirma que até 700 crianças foram mortas ou mutiladas no Iraque desde o início do ano, "inclusive em execuções sumárias."

Hoje: Ataque do Estado Islâmico a cidade ao norte de Bagdá deixa 17 mortos

AP
Leila Zerrougui discursa durante sessão especial sobre o Iraque no Conselho de Direitos Humanos, sediada em Genebra, Suíça (1/09)


EUA: Barack Obama prepara 'plano de ação' contra Estado Islâmico

Leila Zerrougui, representante especial da ONU para a infância e conflitos armados, disse ao Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (8) que está "chocada" com a morte de civis, incluindo crianças, pelo grupo militante Estado Islâmico que agora controla uma grande área do Iraque e na Síria.

De acordo com ela, o grupo extremista ordena que meninos de até 13 anos de idade portem armas, protejam locais estratégicos ou prenda civis. Os extremistas também usam crianças como homens-bomba, segundo Leila.

A representante disse que seu escritório também recebeu relatos de que milícias aliadas às forças do Iraque também usam crianças iraquianas na luta contra os extremistas do grupo Estado Islâmico.

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Aviões de guerra do governo sírio mataram pelo menos 60 civis, incluindo mais de dez crianças, em dois dias de ataques sobre território em poder do grupo Estado Islâmico no fim de semana, disseram ativistas da oposição nesta segunda.

Membros do Exército feminino treinam habilidades de combate antes de combaterem o Estado Islâmico em acampamento militar no Iraque (18/09). Foto: ReutersMilitar curdo lança morteiros em direção Zummar, controlada pelo Estado Islâmico, em Mosul, Iraque (15/09). Foto: ReutersMilitantes do Estado Islâmico levam soldados iraquianos capturados depois de assumir base em Tikrit, Iraque (junho/2014). Foto: APObama prometeu ofensiva com ataques aéreos na Síria e no Iraque para combater EI (12/09). Foto: ReutersMilitares curdos em tanque enfrentam militantes do Estado islâmico em Mosul, Iraque (7/09). Foto: ReutersMilitante curdo dá cobertura durante confrontos do Estado Islâmico na linha de frente da vila de Buyuk Yeniga, Iraque (4/09). Foto: ReutersMilicianos xiitas do Iraque disparam suas armas enquanto celebram a quebra de cerco do Estado Islâmico em Amerli (1/09). Foto: ReutersGrupo carrega caixão de militante xiita iraquiano da Organização Badr, que foi morto em confrontos com militantes do Estado Islâmico no Iraque (1/09). Foto: ReutersCriança chora em helicóptero militar após ser retirada pelas forças iraquianas de Amerli, ao norte de Bagdá (29/08). Foto: ReutersCurdos e militantes islâmicos lutam no norte do Iraque (12/08). Foto: ReutersIraquianos carregam retratos do primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki enquanto se reúnem em apoio a ele em Bagdá, Iraque (11/08). Foto: ReutersMilhares de iraquianos fugiram com avanço de militantes do EI, inclusive integrantes de minorias religiosas (9/08). Foto: APTropas curdas implantam segurança intensa contra os militantes islâmicos do Estado em Khazer (8/08). Foto: ReutersTropas curdas patrulham em um tanque durante operação contra militantes do Estado Islâmico em Makhmur, nos arredores da província de Nínive, Iraque (7/08). Foto: ReutersParentes choram a morte de homem da YPG, morto durante confrontos com combatentes do Estado Islâmico na cidade iraquiana de  Rabia, na fronteira do Iraque-Síria (6/08). Foto: ReutersVoluntários xiitas do Exército iraquiano se recuperam em hospital após serem feridos em confrontos com militantes do Estado Islâmico em Basra, sudeste de Bagdá (6/08). Foto: ReutersMulher visita túmulo de um parente em cemitério durante as celebrações do Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã, em Bagdá (28/07). Foto: ReutersSoldado iraquiano perto de corpo de um membro do Estado Islâmico que morreu durante confrontos com forças iraquianas em Tikrit, Iraque (19/07). Foto: ReutersBandeira preta usada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante flamula de delegacia danificada em Mosul, norte do Iraque (1/7). Foto: APVoluntário xiita do Conselho Supremo Islâmico Iraquiano aponta arma durante treinamento em Najaf, Iraque (26/6). Foto: ReutersMembros das forças de segurança iraquianas tomam suas posições durante reforço de segurança no oeste de Bagdá, Iraque (24/6). Foto: ReutersXiitas iraquianos se preparam para patrulhar a aldeia de Taza Khormato, na rica província petrolífera de Kirkuk, no Iraque (22/6). Foto: APCombatentes xiitas levantam suas armas e entoam palavras de ordem após autoridades pedirem ajuda para conter os insurgentes em Sadr, em Bagdá, Iraque (17/06). Foto: APManifestantes gritam em favor do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em frente do governo provincial de Mosul (16/4). Foto: APCombatentes tribais xiitas mostram suas armas enquanto tomam parte de Dujail, ao norte de Bagdá, Iraque (16/06). Foto: ReutersCombatentes tribais xiitas levantam suas armas e gritam palavras de ordem contra sunita Exército Islâmico em Basra, Iraque (16/6). Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL mirando contra soldados à paisana depois de tomar base in Tikrit, Iraque. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque
. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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Forças militares do presidente Bashar al-Assad intensificaram uma campanha aérea nos últimos três meses contra o grupo sunita. Os ataques aéreos sírios atingiram uma série de alvos do Estado Islâmico, mas também vêm matando muitos civis em território sob controle do grupo.

O número de vítimas inclui 41 mortos durante ataques aéreos no sábado que atingiram uma padaria administrada pelo Estado Islâmico na cidade de Raqqa, reduto do grupo, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, grupo com sede na Grã-Bretanha.

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Foram mortos ainda outros 19 civis na província de Deir al-Zor, no leste, que faz fronteira com o Iraque e, como a província de Raqqa, é quase totalmente controlada por militantes do Estado Islâmico.

O Observatório, que monitora a violência na Síria por meio de uma rede de fontes de ambos os lados, não disse quantos militantes foram mortos nos ataques, mas em um balanço anterior afirmou que pelo menos 15 morreram nos ataques a Raqqa.

Um ativista de Raqqa disse à Reuters que os mortos no bombardeio incluem oito membros de uma família e quatro de uma outra, cujos restos não foram encontrados.

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Mais de 190 mil pessoas foram mortas desde o início do conflito da Síria, há mais de três anos, de acordo com as Nações Unidas. O número de mortes diariamente de bombardeios, tiroteios, ataques aéreos e execuções supera em geral mais de 200.

*Com AP e Reuters

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