Ataque do Estado Islâmico a cidade ao norte de Bagdá deixa 17 mortos

Por Reuters |

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Entre os mortos há civis e soldados; a maioria deles morreu na explosão de um carro-bomba em mercado, segundo uma fonte

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Combatentes do grupo Estado islâmico atacaram uma cidade ribeirinha ao norte de Bagdá nesta segunda-feira (8) com um carro-bomba matando ao menos 17 e ferindo 54, de acordo com uma fonte do setor de segurança iraquiano.

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A fonte disse que o ataque em Dhuluiya, a cerca de 70 km da capital, foi desfechado antes do amanhecer e continuou por duas horas, até os militantes serem expulsos.

Entre os mortos no ataque, o maior desse tipo nessa área, há civis e soldados iraquianos. A maioria morreu na explosão do carro-bomba em um mercado, disse a fonte.

Dhuluiya faz parte de um cinturão de cidades sunitas ao norte de Bagdá onde o grupo Estado Islâmico, vertente extremista sunita, tem conseguido conquistar certo poder, muitas vezes se alinhando com milícias locais que não têm boa relação com o governo iraquiano, liderado pelos xiitas.

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Combatentes do Estado Islâmico se aproveitaram do caos no Iraque para ganhar espaço e se tornar a força dominante entre os sunitas.

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ONU

O novo responsável pela área de direitos humanos da ONU pediu nesta segunda que o mundo proteja as mulheres e as minorias que são alvo de militantes do grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, conflitos que, segundo ele, são cada vez mais "uma coisa só".

Em um contundente discurso de posse no Conselho de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra'ad al Hussein, ex-embaixador na ONU da Jordânia, disse que qualquer país governado pelo Estado islâmico "seria uma dura e mesquinha casa de sangue".

Dia 2: Anistia Internacional acusa Estado Islâmico de limpeza étnica

Combatentes sunitas do Estado Islâmico se apoderaram de vastas áreas na Síria e no Iraque desde junho, declarando um califado transfronteiriço. Na semana passada o Conselho, com sede em Genebra, concordou em enviar uma equipe para investigar crimes cometidos pelo grupo em "uma escala inimaginável".

"Em particular, os esforços dedicados são urgentemente necessárias para proteger os grupos religiosos e étnicos, crianças - que estão em risco de recrutamento forçado e violência sexual - e as mulheres, que têm sido alvo de severas restrições," Zeid disse no fórum.

Ele também pediu que o novo governo iraquiano avalie a possibilidade de o Iraque se tornar signatário do Tribunal Penal Internacional (TPI) para garantir a responsabilização pelos crimes cometidos no país.

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