Trégua vacila e mulher é morta por fogo de artilharia na Ucrânia

Por Reuters |

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Outras quatro ficaram feridas com a retomada dos confrontos no leste; ação ameaça acordo de cessar-fogo firmado na sexta

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Uma mulher morreu e pelo menos outras quatro pessoas ficaram feridas neste domingo (7) com a retomada de confrontos no leste da Ucrânia, ameaçando o cessar-fogo acordado apenas dois dias atrás entre enviados do governo Kiev e de separatistas pró-russos.

Ontem: Cessar-fogo se mantém no leste da Ucrânia neste sábado

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Guarda vigia fronteira em veículo militar no sul de Mariupol, Ucrânia (5/09)


Sexta: Governo da Ucrânia assina acordo de trégua com rebeldes pró-russos

O acordo, negociado pelos delegados da Ucrânia, líderes rebeldes, Rússia e o organismo supervisor da segurança europeia (OSCE), faz parte de um plano de paz mais amplo que visa por fim a meses de um conflito que já deixou quase 3 mil mortos.

A crise ucraniana - na qual há a intervenção de Moscou - gerou o pior confronto entre a Rússia e as potências ocidentais desde o fim da Guerra Fria.

O fogo de artilharia foi retomado perto do porto de Mariupol, no Mar de Azo, na noite de sábado, horas depois de o presidente russo, Vladimir Putin, e seu colega ucraniano Petro Poroshenko, concordarem, em um telefonema, que a trégua ainda estava de pé.

Leia: Otan acusa Rússia de atacar a Ucrânia; presidente ucraniano promete trégua

Também foram registrados confrontos na madrugada deste domingo nos arredores de Donetsk, cidade industrial que está atualmente nas mãos dos rebeldes. Um repórter da Reuters viu colunas de fumaça subindo para o céu perto do aeroporto, que está sob controle das forças em Kiev.

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Grã-Bretanha: Se houver trégua, UE pode retirar sanções contra a Rússia

Sanções

O ministro das Relações Exteriores da Rússia prometeu no sábado reagir caso a União Europeia implemente novas sanções contra Moscou em função de seu papel na crise ucraniana.

A UE anunciou as novas medidas na noite de sexta-feira, mas disse que as ações podem ser suspensas caso Moscou retire suas tropas da Ucrânia e observe o novo cessar-fogo no leste ucraniano.

Violência: Forças ucranianas e rebeldes se enfrentam antes do anúncio de trégua

As novas sanções incluem adicionar 24 nomes à lista de pessoas barradas a entrar no bloco de 28 nações e cujos ativos estão congelados. As medidas devem ser implementadas na segunda-feira.

"Caso elas (as novas sanções) sejam implementadas claro que haverá reação do nosso lado", disse o ministro por meio de comunicado.

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