Exército da Ucrânia tenta repelir ofensiva em Mariupol, cidade portuária estratégica localizada às margens do Mar de Azov

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Forças ucranianas e rebeldes pró-Rússia entraram em confronto nesta sexta-feira (5) a leste do estratégico porto de Mariupol, horas antes de representantes ucranianos e russos, conforme previsto, anunciarem um cessar-fogo como um primeiro passo para um plano de paz mais abrangente.

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Soldado ucraniano do batalhão de auto-defesa 'Azov' em um posto de controle na cidade costeira de Mariupol, Ucrânia
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Soldado ucraniano do batalhão de auto-defesa 'Azov' em um posto de controle na cidade costeira de Mariupol, Ucrânia


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Tiroteios voltaram a ser ouvidos também em Donetsk, o principal reduto dos rebeldes no leste da Ucrânia, perto do aeroporto da cidade, que permanece sob controle do governo.

Mariupol é uma cidade portuária de cerca de 500 mil habitantes às margens do Mar de Azov, crucial por suas exportações de ferro. O porto fica quase a meio caminho entre a Rússia e região de Crimeia, anexada pelos russos.

"Nossa artilharia veio e está sendo mobilizada contra os rebeldes", disse o prefeito de Mariupol, Yuri Khotlubey, à TV ucraniana 112.

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Segundo a agência russa de notícias Interfax, rebeldes pró-Rússia entraram na cidade na manhã desta sexta, mas um porta-voz militar em Kiev afirmou que as forças do governo ainda controlavam a estratégica cidade portuária.

"Os primeiros grupos (rebeldes) já estão em Mariupol", disse uma fonte dos separatistas, segundo a Interfax.

Andriy Lisenko, porta-voz do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, declarou em Kiev: "Não é verdade. Nós os expulsamos das posições que eles ocupavam antes."

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Cerca de 2 mil militares russos foram mortos até agora no conflito no leste da Ucrânia, disse o porta-voz dos militares ucranianos, Andriy Lysenko, nesta sexta, citando dados de inteligência. Não foi possível verificar a informação de modo independente.

O Kremlin nega estar enviando tropas para a Ucrânia em apoio aos separatistas pró-Rússia, que enfrentam as forças do governo de Kiev. O governo ucraniano e seus aliados ocidentais alegam haver um grande número de evidências que comprovam o envolvimento direto das tropas russas em batalhas no leste da Ucrânia.

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Moscou disse que soldados russos recentemente capturados por forças ucranianas tinham se perdido durante um exercício de treinamento.

A ONU contabilizou o número total de mortos no conflito ucraniano, que começou em abril, em mais de 2.600 pessoas.

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