Secretário de imprensa do Pentágono confirmou a morte por meio de comunicado; Obama diz que operação foi um sucesso

O Pentágono confirmou nesta sexta-feira (5) a morte do líder do grupo terrorista al-Shabab , Ahmed Abdi Godane, após ataque aéreo dos EUA na Somália no início desta semana.

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Ahmed Abdi Godane liderou inúmeros ataques terroristas à frente do al-Shabab, na Somália
Reprodução/Youtube
Ahmed Abdi Godane liderou inúmeros ataques terroristas à frente do al-Shabab, na Somália


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O secretário de imprensa do Pentágono, o almirante John Kirby, confirmou a morte em uma breve declaração escrita. O presidente Barack Obama, em discurso no País de Gales após reunião de cúpula da Otan, Organização do Tratado do Atlântico Norte, disse que o sucesso dos EUA na operação foi um exemplo da determinação do governo contra o terrorismo.

Ele aproveitou para dizer que os EUA usam a mesma abordagem para deter o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

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"Temos sido muito sistemáticos e metódicos ao ir atrás desse tipo de organização que ameaça os cidadãos americanos e os EUA", disse Obama. "Não tenho dúvidas: vamos continuar a fazer o que é necessário para proteger o povo americano."

A Casa Branca declarou a ação um sucesso contra o terrorismo.

"O fim de Godane é uma grande perda simbólica e operacional para a maior filial da Al-Qaeda na África e reflete anos de trabalho meticuloso dos nossos profissionais de inteligência, militares e policiais", disse a Casa Branca por meio de comunicado.

"Mesmo que este seja um passo importante na luta contra o Al-Shabab, os Estados Unidos vão continuar usando ferramentas - financeiras, diplomáticas, de inteligência e militares - para lidar com a ameaça que outros grupos terroristas representam para os Estados Unidos e para o povo americano", acrescentou.

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Autoridades dos EUA haviam dito após a ação que as forças especiais dos EUA haviam destruído acampamento e um veículo com vários mísseis por meio de bombardeios e drones. Mas eles não confirmam que Godane havia sido morto até esta sexta. O Departamento de Estado declarou o al-Shabab uma organização terrorista em fevereiro de 2008.

Kirby disse na terça-feira, antes de o Pentágono confirmar a morte de Godane, que a ação dos EUA ao sul de Mogadíscio havia destruído o veículo alvejado. Ele observou que, em setembro de 2013, Godone do al-Shabab foi o responsável pelo ataque mortal ao Westgate Mall em Nairobi, no Quênia.

"Liderado por Godane, o al-Shabab assumiu a responsabilidade por muitos ataques, incluindo atentados suicidas em Mogadíscio e nas áreas central e norte da Somália, alvejando funcionários e aliados do governo federal, bem como o antigo governo federal de transição da Somália", disse Kirby na terça.

*Com AP

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