Comediante francês é investigado por comentários sobre jornalista decapitado

Por Reuters |

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Dieudonné M'Bala M'Bala disse que decapitação de James Foley simboliza progresso; justiça investiga se ele endossa terrorismo

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Dieudonné M'Bala M'Bala disse que decapitação de James Foley simboliza 'progresso, acesso à civilização' em vídeo

Autoridades francesas abriram uma investigação sobre um comediante polêmico que zombou do assassinato do jornalista norte-americano James Foley e mostrou imagens dele em um vídeo.

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Dieudonné M'Bala M'Bala disse que antes de qualquer coisa a decapitação simboliza "progresso, acesso à civilização" no vídeo que apareceu na Internet no mês passado.

O gabinete da procuradoria de Paris disse que a polícia inicia investigação sobre Dieudonne, para saber se ele endossou terrorismo.

Foley foi decapitado por militantes do grupo Estado Islâmico no mês passado depois de ter sido sequestrado enquanto cobria o conflito sírio e foi mantido por 20 meses em cativeiro. O ato causou indignação em todo o mundo.

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No vídeo, Dieudonne disse ainda que o assassinato do ex-líder líbio Muammar Gaddafi, em 2011, e do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, que foi enforcado em 2006, nunca despertaram a mesma indignação que a morte de Foley.

"A Máfia Rothschild diz que não, Ok quanto a isso, mas James Foley, isso já é demais", diz Dieudonne em  uma aparente, mas não explicada, referência à proeminente família de banqueiros judeus. Ele também mostrou algumas cenas do assassinato.

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"Eu acho que a decapitação simboliza antes de qualquer coisa progresso, acesso à civilização", disse ele. "Na França, nós decapitados pessoas em frente das massas, em praças públicas."

Dieudonne, 46, tem sido repetidamente multado por pronunciamentos de ódio na França, onde as autoridades locais em várias cidades proibiram seus shows por considerá-los uma ameaça à ordem pública.

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Embora ele diga que não é antissemita, as autoridades públicas dizem que ele deve mais de 65 mil euros em multas relacionadas com condenações anteriores por fazer comentários antissemitas.

Ele também é acusado de ter inventado o "quenelle", um gesto que os críticos comparam a uma saudação nazista invertida e dizem que carrega conotações antissemitas.

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