Segundo major da Defesa jamaicana, avião caiu a cerca de 22 km a nordeste de Port Antonio; voo era privado e saiu da rota

Um avião privado americano caiu no norte de uma ilha caribenha nesta sexta-feira (5) após viajar mais de 2.250 quilômetros sem se comunicar com os controladores de tráfego aéreo sobre o Oceano Atlântico. 

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O major Basil Jarrett da Força de Defesa da Jamaica disse que o avião caiu a cerca de 22 quilômetros a nordeste de Port Antonio e que militares enviaram aviões para investigar o caso.

O monomotor saiu do Aeroporto Internacional de Rochester, Nova York, para Naples, Flórida, de acordo com autoridades locais. Controladores de tráfego aéreo conseguiram localizar o Socata TBM700, um monomotor turboélice de alta performance, após várias horas, de acordo com a Administração de Aviação Federal (FAA, na sigla em inglês).

De acordo com a emissora de TV CNN, pilotos de dois caças F-15 que acompanharam o avião viram o piloto caído e janelas congeladas. Os caças foram acionados após o voo sair do curso e atingir o espaço aéreo cubano, disse Preston Schlachter, porta-voz do Comando de Defesa Aeroespacial para a América do Norte. A FlightAware, site de rastreamento de avião, mostrou que o monomotor sobrevoava o sul do Caribe cubano.

Registros da FAA mostraram que o avião é propriedade de uma empresa com sede no mesmo endereço onde fica uma empresa imobiliária de Rochester. A empresa, Propriedades Buckingham, pertence ao desenvolvedor Larry Glazer, que também é presidente dos Proprietários da TBM e da Associação de Pilotos.

Durante tentativa de contato da Associated Press com a empresa, a pessoa que atendeu ao telefone se recusou a comentar o assunto. O filho de Glazer, Rick Glazer, disse à AP que "Eu não tenho nenhum comentário a fazer sobre o que está acontecendo neste momento."

Segundo o site da Buckingham, "Larry dedica seu tempo livre a jardinagem ao redor de sua casa com sua esposa, Jane, e ao céu, pilotando seu avião."

Um oficial da aviação cubana disse à Reuters que Cuba estava em contato com autoridades dos EUA sobre o avião, e que o espaço aéreo cubano não havia sido violado.

"Não houve qualquer violação do espaço aéreo, e estamos trabalhando em coordenação com as autoridades dos Estados Unidos", disse um funcionário do Instituto de Aviação Civil de Cuba.

A Força Aérea e a Transportation Security Administration contactaram funcionários do aeroporto de Rochester sobre o plano de voo as 10h45 (horário local), de acordo com o Condado de Monroe, Flória. A FAA já abriu inquérito sobre o problema. 

O incidente é o segundo em menos de uma semana em que o piloto de um voo privado tornou-se inacessível durante o voo. No sábado, um piloto perdeu a consciência e seu avião caiu em espaço aéreo restrito. Aviões de combate também alcançaram o voo e ficaram com a pequena aeronave até ela ficar sem combustível e cair no Atlântico.

*Com AP e Reuters

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