Presidente da Venezuela reformula governo; ministro do Petróleo é substituído

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Entre as mudanças de Maduro está a promoção do ex-chefe de produção e exploração da PDVSA ao cargo mais alto do grupo

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro retirou Rafael Ramírez de seus dois cargos, ministro do Petróleo e Mineração e chefe da estatal de petróleo PDVSA, em uma reformulação do gabinete de governo que críticos disseram ter ficado aquém da reforma necessária para reverter declínio econômico da nação, que é membro da Opep.

Ontem: Protestos na Venezuela contra implantação de controle de compras ferem seis

AP
Nicolás Maduro durante cerimônia de apresentação de jogos em Caracas (agosto/2014)


Agosto: Líder partidário chileno é libertado na Venezuela

Maduro promoveu o ex-chefe de produção e exploração da PDVSA Eulogio Del Pino ao mais alto cargo da empresa e alçou Asdrúbal Chávez, o primo do falecido presidente Hugo Chávez, ao cargo de ministro de Energia e Mineração.

A reforma de gabinete, fortemente divulgada, pretende renovar o governo em um momento em que a desaceleração da economia, a inflação galopante e a escassez de produtos crônicas fazem com que Maduro busque melhorar a produção de petróleo e dinamizar o inchado setor público.

Ramírez foi nomeado ministro do Petróleo em 2002 e escolhido para comandar simultaneamente a PDVSA em 2004. Asdrúbal Chávez, engenheiro químico por formação, era vice-presidente de comércio e Abastecimento da PDVSA.

Julho: Líder da oposição vai a julgamento em Caracas, Venezuela

Manifestações

Pelo menos seis pessoas ficaram feridas, uma delas a tiros, nos protestos registrados na terça-feira na Venezuela contra a implementação de um sistema biométrico nos supermercados para controlar as compras de produtos e combater o contrabando.

Os protestos ocorreram em Táriba, San Cristóbal, perto da fronteira com a Colômbia, onde nos últimos dias foram registradas várias manifestações contra políticas do governo.

Polícia nacional da Venezuela dispara gás lacrimogêneo enquanto manifestante antigoverno se ajoelha segurando pedra durante confrontos em Caracas (6/4). Foto: ReutersManifestantes mostram cartazes com fotos de ativistas mortos durante protestos antigoverno na Plaza Altamira em Caracas, Venezuela (20/3). Foto: APPartidários do líder da oposição Leopoldo López se reúnem para protesto que pede a libertação do político após um mês de sua prisão, na Venezuela (18/03). Foto: APGuardas das forças bolivarianas patrulham a Plaza Altamira após tomarem o controle do local em Caracas, Venezuela (17/3). Foto: APEstudante da Universidade Central da Venezuela grita contra governo de Nicolás Maduro durante protesto em Caracas (12/3). Foto: APManifestante antigoverno corre em meio ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia durante protesto em Caracas, Venezuela (12/3). Foto: ReutersManifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção à polícia durante protesto antigoverno em Caracas, Venezuela (11/3). Foto: APGuardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (10/3). Foto: APPolícia impede passagem de manifestantes que protestavam contra escassez de alimentos (8/3). Foto: APManifestantes se preparam para jogar coquetéis molotov durante confrontos em Caracas, Venezuela (6/3). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014). Foto: APManifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2). Foto: APManifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana avançam em direção a protestos antigoverno em Valencia, Venezuela (26/2). Foto: APManifestante segura placa em frente de cordão da Guarda Nacional Bolivariana durante protesto perto da Embaixada de Cuba em Caracas, Venezuela (25/2). Foto: APObjetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APOpositor caminha perto de acusação feita a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em rua no bairro de Altamira, Caracas (21/2). Foto: ReutersManifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APPartidários do governo venezuelano marcham no centro de Caracas (20/2). Foto: APManifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2). Foto: APMiss Génesis Carmona é levada de moto a hospital. Ela morreu após ter sido atingida por disparo na cabeça em 18/2. Foto: Reprodução/TwitterManifestante usa máscara caseira para se proteger de gás durante protestos em avenida de Caracas, Venezuela (18/02). Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente Nicolás Maduro durante marcha em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APLeopoldo López, líder da oposição da Venezuela, é preso vestido de branco e segurando flor em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APManifestante cobre a boca com pano durante protesto contra a censura do governo venezuelano em Caracas (17/2). Foto: APManifestante atira pedras na Força Nacional Bolivariana durante protesto na Venezuela (15/2). Foto: APManifestantes fecham a principal via da Venezuela (15/2). Foto: ReutersManifestantes na Venezuela são dipersados com canhões de água e gás lacrimogêneo (15/2). Foto: Carlos Garcia Rawlins/ReutersUniversitária segura cartaz em que se lê 'E quem tem as armas?' enquanto se manifesta contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes choram durante vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes comparecem à vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APJovem segura livro marcado em espanhol com a frase 'Esta é a minha arma' durante protesto contra repressão de estudantes em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudante segura cartaz em que se lê 'Paz e liberdade' durante manifestação em Caracas, Venezuela (13/2)
. Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas (13/2)
. Foto: AP

Julgamento: Mais de 100 continuam presos na Venezuela por violência em protestos

Segundo a organização não governamental Foro Penal Venezuelano, seis venezuelanos ficaram feridos em confrontos com agentes de segurança, que dispersaram várias vezes os manifestantes com balas de borracha - Um deles foi ferido a tiro no abdômen e não havia informações sobre sua participação nas manifestações.

San Cristóbal tem sido palco, desde fevereiro deste ano, de uma série de protestos contra o governo, que acabaram se expandindo para outras cidades e que, entre fevereiro e maio, deixaram 43 mortos e centenas de feridos em várias regiões.

As autoridades venezuelanas anunciaram, no dia 19 de agosto, que vão instalar um sistema de controle biométrico nos supermercados públicos e privados, para controlar compras recorrentes do mesmo produto pelo mesmo cliente e combater o contrabando.

Junho: Grupo faz greve de fome pela libertação de estudantes na Venezuela

O sistema biométrico deverá estar em funcionamento até o fim de novembro e consiste na atribuição de um cartão com os dados do cliente, que estará associado às suas impressões digitais e à base de dados de cidadãos do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). A instalação do sistema ocorre no momento em que os venezuelanos se queixam de dificuldades para conseguir muitos produtos.

De acordo com o governo, 40% dos produtos básicos, cujo preço máximo está regulado pelo Estado, são contrabandeados para a vizinha Colômbia, onde os valores são até dez vezes maiores que na Venezuela.

Além de alimentos básicos, outros produtos são levados de maneira ilegal para a Colômbia, entre eles milhares de litros de combustível.

Crimes: ONG pede à Unasul para atuar em caso de abusos na Venezuela

Em 11 de agosto, a Venezuela enviou pelo menos 17 mil militares para a fronteira com a Colômbia, como uma das medidas para combater o contrabando de bens essenciais e de combustível que gera prejuízos para os dois países. Os militares foram enviados horas antes de a Venezuela fechar, pela primeira vez, a fronteira do estado de Táchira com a Colômbia.

A Venezuela proibiu o trânsito, no território nacional, de alimentos, bens de higiene pessoal, medicamentos, materiais para a construção civil e produtos acabados, com fins de exportação.

*Com Reuters e Agência Brasil

Leia tudo sobre: protestos na venezuelavenezuelamadurogovernocolombiapdvsapino

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas