Premiê da Ucrânia chama plano russo para cessar-fogo de "decepção"

Por Reuters |

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Arseny Yatseniuk voltou a afirmar que "o verdadeiro plano de Putin é destruir a Ucrânia e restaurar a União Soviética"

Reuters

O presidente russo, Vladimir Putin, delineou planos para um cessar-fogo no Leste da Ucrânia nesta quarta-feira (3), mas o primeiro-ministro ucraniano rejeitou a proposta, chamando-a de "decepção". 

Veja fotos dos russos em território ucraniano:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Enquanto o premiê Arseny Yatseniuk criticou o plano, o presidente do país europeu, Petro Poroshenko, que conversou com Putin sobre ele por telefone, disse acreditar que Kiev e os separatistas pró-Rússia podem chegar a um acordo nas conversas planejadas para serem realizadas em Minsk, Belarus, nesta sexta (5).

“Nossas visões sobre a maneira de resolver o conflito, me pareceu, são muito próximas”, declarou Putin aos repórteres durante uma visita à capital da Mongólia, Ulan Bator, descrevendo as sete etapas que propôs para garantir um desfecho para a crise.

Entre elas estão a suspensão de operações ofensivas dos separatistas, o recuo das forças ucranianas, o fim dos ataques aéreos ucranianos, a criação de corredores de ajuda humanitária, a reconstrução da infraestrutura danificada e a troca de prisioneiros.

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Para Poroshenko, a conversa com Putin injetou algum ânimo nos esforços para encerrar o conflito que já matou mais de 2.600 pessoas desde abril, dizendo esperar que “o processo de paz finalmente comece” nas tratativas de sexta e que ele e Putin alcancem um “entendimento mútuo” sobre os passos rumo à paz.

Mas, às vésperas de uma cúpula da Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan) para discutir o país do Leste europeu, o premiê Yatseniuk reafirmou com aspereza que “o verdadeiro plano de Putin é destruir a Ucrânia e restaurar a União Soviética”.

Presidente dos EUA, Barack Obama também se mostrou cauteloso, afirmando que o conflito só pode terminar se a Rússia parar de fornecer armas e soldados aos rebeldes, acusação que Moscou nega.

Em mais um sinal da desconfiança ocidental crescente e da desaprovação a Moscou por sua conduta na Ucrânia, a França declarou que não irá levar adiante a entrega já planejada do primeiro de dois porta-helicópteros Mistral à Rússia.

Moscou afirmou que a rejeição do negócio de 1,2 bilhão de euros prejudicaria mais a França do que a Rússia, e o Ministério da Defesa russo disse não ver “nenhuma tragédia” na decisão. Entretanto, o gesto deve irritar o Kremlin e ressaltar o isolamento cada vez maior do país governado por Putin.

Cessar-fogo
As propostas de cessar-fogo tiveram pouco impacto no Leste da Ucrânia, palco dos conflitos. Os bombardeios na cidade de Donetsk, controlada pelos rebeldes, continuaram e colunas de fumaça foram vistas na área que inclui o aeroporto da cidade.

Líderes rebeldes disseram ter pouca fé de que as forças ucranianas respeitem qualquer trégua nos combates. Mas um cessar-fogo pode ser bem-vindo para o país restaurar sua já combalida economia. 

O porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, procurou abordar as preocupações com as propostas de trégua dizendo que elas não tratam da situação das áreas ocupadas pelos rebeldes.

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