Acordo entre Ucrânia e rebeldes pode ser alcançado até sexta-feira, diz Putin

Por Reuters |

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'Nosso ponto de vista sobre como resolver o conflito é muito próximo', disse; segundo Putin, Exército precisa deixar a região

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O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira (3) que seus pontos de vista e os do presidente ucraniano, Petro Poroshenko, estão "muito próximos" quanto a encontrar uma solução política para o conflito no leste da Ucrânia, e que um acordo entre Kiev e os rebeldes poderia ser alcançado até sexta-feira.

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AP
Vladimir Putin fala à imprensa após conversar com o presidente ucraniano Petro Poroshenko em Minsk (27/08)


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"Nossos pontos de vista sobre o modo de resolver o conflito, pelo que me parece, são muito próximos", disse Putin a repórteres na capital da Mongólia, Ulan Bator, confirmando ter conversado mais cedo nesta quarta-feira com Poroshenko.

Putin disse ainda que as forças ucranianas têm de encerrar a operação militar no leste da Ucrânia, e monitores internacionais precisariam ir até a região.

Segundo o presidente russo, a troca de presos, um corredor humanitário para os refugiados e envio de ajuda estão entre medidas para resolução de conflito na Ucrânia. O líder dos rebeldes pró-Rússia na região de Donbass, leste da Ucrânia, disse que a retirada das forças ucranianas do "nosso território" era a principal condição para a paz na área controlada pelos separatistas.

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Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Domingo: Moscou e Kiev fazem troca de soldados capturados

Vladimir Antyufeyev, vice-premiê da autoproclamada República Popular de Donetsk, disse à Reuters por telefone que as negociações entre Rússia e Ucrânia por um cessar-fogo eram uma "provocação", porque a Rússia não era uma das partes envolvidas no conflito.

"Um cessar-fogo é sempre bom, mas nossa principal preocupação ainda permanece: a retirada das tropas ucranianas de nosso território. Esse é o único caminho razoável", disse ele.

Artilharia

Fortes explosões de projéteis de artilharia abalaram nesta quarta a periferia da cidade ucraniana de Donetsk, no leste da Ucrânia, pouco depois de Kiev e Moscou terem dito que haviam chegado a um acordo sobre medidas destinadas a acabar com a violência.

Ameaça: Tropas ucranianas se preparam para ataque "liderado por russos"

Um correspondente da Reuters em Donetsk disse que as explosões podiam ser ouvidas no noroeste da cidade e que fumaça cinza emergia de uma área perto do aeroporto da cidade. Cerca de 1 milhão de pessoas vivam em Donetsk antes do início do conflito

A Ucrânia disse nesta quarta-feira que seu presidente, Petro Poroshenko, e o presidente russo, Vladimir Putin, tinham chegado a um acordo sobre os passos a serem adotados para um cessar-fogo no conflito de Kiev com os rebeldes pró-Rússia, mas o Kremlin negou que Putin tenha tratado de um cessar-fogo porque a "Rússia não é uma das partes em conflito".

Tensão: Putin pede para discutir soberania no leste da Ucrânia; UE dá ultimato

"As partes chegaram a um entendimento mútuo sobre as medidas que irão facilitar o estabelecimento da paz", dissera um comunicado do gabinete de Poroshenko, substituindo uma declaração anterior em que falava de um "cessar-fogo permanente".

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