Secretário-geral da ONU descarta solução militar para crise na Ucrânia

Por iG São Paulo |

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Ban Ki-moon quer evitar deteriorização da crise; já a Otan se prepara para reforçar presença de militares no leste da Europa

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, advertiu nesta terça-feira (2) as potências ocidentais que não há uma solução militar para a crise na Ucrânia.

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Reuters
Secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, durante coletiva no Palácio Residence em Bruxelas (1/09)

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Enquanto isso, a Otan, Organização do Tratado do Atlântico Norte, se prepara para reforçar presença militar no leste da Europa. Ele disse que está profundamente preocupado com a situação na Ucrânia e quer evitar a deterioração da crise que "evoluiu para uma situação caótica e perigosa".

Durante visita à Nova Zelândia, Ban Ki-moon lembrou a jornalistas que ações como essa podem ter implicações regionais e globais.

"É por isso que tenho tentado chegar às autoridades ucranianas e russas para abordar o assunto e resolver [a crise] de forma pacífica e por meio do diálogo", disse ele.

O secretário destacou as preocupações ocidentais sobre os avanços no leste da Ucrânia por insurgentes pró-russos, que Kiev diz serem apoiados por forças russas, acusação desmentida por Moscou.

"Eu sei que a União Europeia, os norte-americanos e a maioria dos países ocidentais estão discutindo, de forma muito séria, como lidar com o assunto. Deve haver diálogo político para uma solução política, esse é o caminho sustentável", observou.

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Na segunda, o secretário-geral da Otan disse que os líderes dos países aliados vão aprovar esta semana um plano de ação. O objetivo é dotar a organização de uma resposta ao comportamento da Rússia na crise ucraniana.

Rasmussen explicou que os chefes de Estado e de governo dos 28 países da Otan vão analisar o Plano de Ação Rápida (RAP, na sigla em inglês) que fará com que a entidade fique mais "ágil do que nunca", reforçando a defesa coletiva dos Estados-membros.

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Tensão: Putin pede para discutir soberania no leste da Ucrânia; UE dá ultimato

Relatório da ONU divulgado na semana passada estima quase 2.600 mortos e cerca de 430 mil deslocados, desde o início do conflito no leste da Ucrânia, em meados de abril. Os EUA e a União Europeia impuseram uma série de sanções à Rússia no âmbito da crise da Ucrânia, que provocou a pior degradação das relações entre Moscou e o Ocidente desde o fim da guerra fria.

Vítimas de combates

Mais 15 soldados das forças armadas da Ucrânia foram mortos nas últimas 24 horas em combates com separatistas pró-Rússia apoiados por tropas russas, disse um porta-voz militar da Ucrânia nesta terça.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, afirmou na segunda que a situação na guerra de cinco meses contra os separatistas piorou drasticamente desde que forças russas passaram a lutar ao lado dos separatistas.

Dia 30: União Europeia acusa Rússia de agredir Ucrânia e estuda novas sanções

Ele declarou que a Rússia está agora promovendo uma "agressão aberta e sem disfarces" contra a Ucrânia. A Rússia nega que suas tropas estejam envolvidos no conflito.

Desalojados

Mais de 1 milhão de pessoas foram forçadas a sair de casa devido ao conflito na Ucrânia, incluindo 814.000 ucranianos que estão agora na Rússia em diferentes condições, disse o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

O número de desalojados dentro da Ucrânia devido ao conflito quase dobrou nas últimas três semanas para ao menos 260 mil, e há mais pessoas fugindo, disse um pouco antes a agência da ONU a repórteres em Genebra.

Dia 29: Número de mortos no conflito da Ucrânia chega a quase 3 mil, segundo a ONU

"É seguro dizer que há agora mais de 1 milhão de pessoas desalojadas como resultado do conflito, interna e externamente, em conjunto", disse Vincent Cochetel, diretor do Acnur para a Europa, a jornalistas.

"Quero dizer, 260 mil na Ucrânia, uma estimativa por baixo, 814.000 na Rússia, e então você acrescenta o restante na Belarus, Moldávia, União Europeia."

*Com Agência Brasil e Reuters

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